O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), negou publicamente nesta segunda-feira (12) a possibilidade de compor uma chapa como vice-presidente da República na chapa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao rechaçar a especulação, Zema reafirmou que seguirá com sua própria pré-candidatura à Presidência da República, lançada em agosto de 2025.
A declaração foi dada durante evento em que anunciou investimentos de R$ 4 milhões à Polícia Civil. Questionado pela imprensa, o governador afirmou: “Eu sou pré-candidato, como já aconteceu o lançamento no ano passado, e continuo com a pré-candidatura e irei até o final.”
Essa é a primeira vez que Zema se pronuncia sobre os rumores de uma possível aliança com Flávio Bolsonaro. Segundo pessoas próximas à sua pré-campanha, a articulação pela unificação de nomes da direita tem sido liderada pelo senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, com o objetivo de barrar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Zema deve deixar governo até março
O governador tem citado em conversas com interlocutores que, ainda em 2025, Jair Bolsonaro o encorajou a disputar o Planalto e não viu prejuízo em haver mais de um candidato de direita. Em agosto, o partido Novo lançou sua pré-candidatura em um evento da legenda em São Paulo.
Apesar do cenário mudar após a prisão do ex-presidente e a indicação de seu filho Flávio, pessoas próximas ao governador não descartam mudanças no cenário político até o período das convenções partidárias, entre julho e agosto.
Romeu Zema deve deixar o Governo de Minas até o final de março, atendendo ao prazo de desincompatibilização eleitoral. Pessoas que ocupam cargos públicos e que planejam disputar às Eleições 2026 deverão deixar suas funções nesta data.
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