A equipe jurídica do cantor Pablo enviou uma notificação extrajudicial à produtora Schuina Productions, após o cancelamento dos shows previstos para os dias 2 e 3 de outubro em Boston e Newark, nos Estados Unidos. Os eventos, que geraram polêmica e repercussão negativa, foram suspensos sob alegação de problemas relacionados ao processo migratório do artista e sua equipe, além de acusações feitas pela produtora contratante.
Segundo a notificação obtida pelo portal LeoDias, a responsável pela carreira do cantor, a AD Produção Musical Ltda., afirma que os passaportes da equipe de Pablo, já com vistos válidos, só ficaram disponíveis no Consulado dos Estados Unidos, em Recife, às 9h48 do dia 30 de setembro. Contudo, o voo internacional da banda estava agendado para partir de Salvador às 12h do mesmo dia, o que, na visão da defesa, tornou inviável a retirada dos documentos em Pernambuco e a chegada a tempo do embarque na capital baiana. A justificativa reforça que a logística e os prazos não permitiriam a resolução do processo migratório antes do voo.
A notificação também destaca que parte dos profissionais considerados essenciais para a realização dos shows teve seus vistos negados. A equipe do artista sustenta que toda a condução do processo migratório estava sob responsabilidade da contratante, a Schuina Productions, e, portanto, os atrasos ou negativas não poderiam ser atribuídos ao cantor ou à sua equipe. Além disso, a defesa aponta uma cláusula contratual que, segundo o documento, isentaria a produtora de responsabilidades adicionais em situações de impedimentos migratórios ou outras dificuldades similares.
Outro aspecto relevante trazido pela equipe de Pablo é a informação de que o cantor Eduardo Costa, inicialmente incluído na programação, já havia comunicado anteriormente sua desistência de participar dos eventos. Apesar disso, a produtora não teria comunicado a mudança ao público, mesmo após pedidos para que isso fosse feito, o que, na visão da defesa, configura omissão por parte da produtora e prejudica a imagem do artista.
A nota também critica as manifestações públicas feitas após o cancelamento, alegando que algumas declarações distorceriam os fatos e que publicações consideradas pejorativas poderiam resultar em ações judiciais nas esferas civil e criminal. A equipe de Pablo afirma ainda estar disposta a devolver os valores recebidos pelo contrato, tendo sido notificada a Schuina Productions a fornecer os dados bancários em até 48 horas para a restituição integral dos valores pagos. Caso a produtora não cumpra o prazo, a defesa garante que poderá realizar um depósito judicial da quantia.
A controvérsia ganhou maior repercussão após o representante da produtora, Adilson Alves Schuina, acusar Pablo e seu empresário de terem desistido da viagem após gastos superiores a US$ 88 mil, aproximadamente R$ 455 mil. Schuina também contestou publicamente a justificativa apresentada pelo cantor relacionada aos vistos, reforçando a alegação de que a desistência ocorreu após despesas elevadas, sem que a equipe de Pablo tivesse cumprido suas obrigações contratuais.
O portal LeoDias entrou em contato com a assessoria de Eduardo Costa e com a Schuina Productions para obter esclarecimentos adicionais sobre o caso, permanecendo à disposição para eventuais respostas. A disputa evidencia a complexidade de questões logísticas e contratuais em eventos internacionais, além de refletir a tensão gerada por cancelamentos inesperados e alegações de prejuízos financeiros.









