O Ministério Público Eleitoral (MPE) ingressou neste domingo, 4 de outubro, com uma ação judicial contra o candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), por ter utilizado um telefone celular dentro da cabine de votação em Araxá, Minas Gerais. O episódio ocorreu durante a votação e gerou repercussão devido à possibilidade de violação das normas eleitorais, além de ter sido alvo de críticas por parte de autoridades e especialistas no assunto.
De acordo com informações oficiais, Zema entrou na cabine de votação portando um celular, o que, segundo a legislação eleitoral brasileira, é considerado uma prática irregular. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que a Justiça Eleitoral irá analisar o caso com atenção, podendo até determinar a detenção do candidato caso seja comprovada alguma infração grave. A ação do MPE reforça a preocupação com o cumprimento das regras durante o processo eleitoral, especialmente em momentos de alta tensão e grande atenção pública.
Em sua publicação na plataforma X (antigo Twitter), Zema justificou sua ação alegando que o uso do celular ocorreu por hábito, sem intenção de burlar o voto ou cometer qualquer irregularidade. Ele afirmou que não foi informado pelos mesários sobre a proibição do uso do aparelho na cabine e que, para votar, utilizou uma colinha em papel, que levava consigo. O candidato também destacou que sua rotina diária inclui o uso constante do celular, comparando-o a um dedo, e que, na ocasião, apenas entrou na cabine para votar, sem tirar fotos ou fazer qualquer registro com o aparelho.
Zema ainda criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que a criação da ferramenta “Colinha Virtual” pelo órgão superior teria facilitado o uso de recursos tecnológicos na votação, o que, na sua visão, deveria ser considerado normal. Além disso, o candidato do Novo fez uma comparação política ao afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também teria cometido irregularidades semelhantes, caso tivesse roubado um celular e alegado que o uso era para comprar uma cerveja, insinuando uma suposta conivência com práticas ilícitas.
O episódio reacende o debate sobre o uso de dispositivos eletrônicos durante o processo eleitoral, uma prática que, embora comum na rotina de muitos eleitores, é estritamente regulamentada para evitar fraudes ou manipulações. A legislação eleitoral brasileira proíbe o uso de aparelhos eletrônicos na cabine de votação, salvo exceções autorizadas pela Justiça, o que torna a ação de Zema passível de questionamentos legais. A decisão final caberá ao TRE-MG, que deverá avaliar as circunstâncias do caso, podendo determinar medidas disciplinares ou até mesmo a detenção do candidato, caso seja constatada alguma infração grave ou tentativa de burlar o sistema eleitoral.








