Nesta domingo (4), Minas Gerais realizou a eleição que definiu os dois senadores que representarão o estado na Câmara Alta pelos próximos oito anos. Os eleitos foram Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT), que conquistaram, respectivamente, 24,21% e 19,44% dos votos válidos, totalizando cerca de 4,9 milhões e 3,9 milhões de votos cada um. A votação total no estado atingiu 20.522.302 votos válidos, enquanto aproximadamente 2,2 milhões de eleitores optaram por votar em branco e outros 2,5 milhões anularam seus votos, refletindo a participação e o engajamento do eleitorado mineiro no processo eleitoral.
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Perfil e trajetória de Domingos Sávio
Domingos Sávio Campos Resende, de 69 anos, é formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Natural de São Tiago, município localizado na região do Campo das Vertentes, ele construiu sua carreira profissional e política principalmente na cidade de Divinópolis, no Centro-Oeste do estado. Sua trajetória pública começou em 1992, quando foi eleito vereador na cidade. Durante seu mandato na Câmara Municipal, presidiu a Casa Legislativa entre 1994 e 1996, consolidando sua atuação na política local.
Em 1996, Domingos Sávio foi eleito prefeito de Divinópolis, cargo que ocupou de 1997 a 2001. Antes e durante sua carreira na política, atuou também como médico veterinário, produtor rural e esteve à frente de entidades ligadas ao cooperativismo e ao setor agropecuário, o que lhe proporcionou uma forte conexão com o segmento rural e empresarial. Sua experiência inclui ainda uma passagem pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais e quatro mandatos na Câmara dos Deputados, consolidando sua atuação no cenário político nacional.
Este é o primeiro mandato de Domingos Sávio no Senado Federal, representando uma nova fase em sua trajetória pública, que combina sua experiência legislativa com sua atuação no setor rural e na administração pública municipal.
Perfil e trajetória de Marília Campos
Marília Aparecida Campos, de 65 anos, é psicóloga formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Sua carreira política tem raízes profundas na cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde foi prefeita por quatro mandatos consecutivos. Sua trajetória começou nos anos 1980, marcada pelo envolvimento com movimentos sindicais e a militância no Partido dos Trabalhadores (PT).
Durante sua atuação no movimento estudantil em Uberlândia, participou da fundação do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Triângulo Mineiro, o que reforça seu compromisso com causas sociais e trabalhistas. Na década de 1990, presidiu o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região por dois mandatos, consolidando sua presença no movimento sindical.
A primeira eleição para cargo público ocorreu em 2000, quando foi eleita vereadora de Contagem. Posteriormente, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais em 2002. Sua experiência no Legislativo estadual foi seguida por uma mudança de escala na carreira política: em 2004, foi eleita prefeita de Contagem, cargo que reelegeria em 2008.
Em 2010, foi eleita deputada federal por Minas Gerais, e posteriormente ocupou dois mandatos como deputada estadual. Em 2020, retornou à prefeitura de Contagem, sendo reeleita para seu terceiro mandato em 2024, mas deixou o cargo neste ano para disputar e conquistar uma vaga no Senado Federal.
A eleição de Marília Campos representa uma etapa significativa em sua trajetória, marcada por uma forte atuação em nível municipal, estadual e federal, além de sua relevância histórica como a segunda mulher mineira a ser eleita para o Senado em mais de 200 anos de história da Casa. Sua chegada ao Senado encerra uma carreira dedicada à militância, ao sindicalismo e à administração pública, consolidando sua presença na política nacional.









