Um homem de 73 anos foi detido na manhã deste domingo, dia 11 de outubro, na cidade de Itabirinha, localizada na região do Rio Doce, em Minas Gerais, por posse ilegal de arma de fogo. A prisão ocorreu após uma denúncia anônima que informou que o idoso teria tentado agredir a ex-companheira e que mantinha uma arma de fogo em seu estabelecimento comercial, uma barbearia de sua propriedade. As informações foram confirmadas pela Polícia Militar (PM), que se deslocou até o local para averiguar a situação.
Segundo relatos da polícia, os militares chegaram ao estabelecimento comercial do suspeito e iniciaram as diligências para apurar a relato de ameaça e posse de arma. Durante a abordagem, os policiais não encontraram a arma no bar, mas localizaram-na na residência do idoso, situada nos fundos do imóvel. A arma, um revólver calibre .38, estava guardada sobre um guarda-roupa na casa do suspeito. A apreensão ocorreu no mesmo dia, e o revólver foi carregado com seis munições intactas.
Durante o interrogatório, o idoso explicou que a arma pertencia ao seu falecido filho, que morreu há algum tempo, e que a mantinha como uma lembrança afetiva. Ele afirmou que a arma não tinha sido utilizada recentemente e que a guardava como uma forma de preservar a memória do filho, além de alegar que a mantinha para sua própria segurança e para proteger uma filha, que sofre de transtorno mental e reside com ele na mesma residência.
A Polícia Militar destacou que, apesar do relato do suspeito, a posse de arma de fogo sem a devida documentação é considerada ilegal pela legislação brasileira. Diante da situação, o idoso foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Governador Valadares, onde a ocorrência foi registrada oficialmente.
A prisão do idoso evidencia a complexidade de casos envolvendo armas de fogo de valor sentimental, sobretudo quando há risco à segurança pública. Além disso, o episódio reforça a importância do cumprimento das leis relativas à posse e ao porte de armas, mesmo em situações de lembranças pessoais ou familiares. A Polícia Civil continuará investigando o caso para verificar se há outras implicações relacionadas ao incidente, bem como para assegurar a segurança da ex-companheira e da filha do suspeito.









