O carnavalesco Milton Cunha, participante da primeira temporada do documentário “Vale o Escrito”, revelou nesta segunda-feira (19/10) detalhes sobre sua participação na produção e afirmou que não pretende integrar uma possível segunda temporada. A declaração foi feita durante sua participação no programa “Blogueirinha Entrevista”, transmitido na mesma data, onde Cunha também comentou sobre o convite recebido e as repercussões do projeto.
Durante a entrevista, Milton Cunha explicou que, quando foi convidado a participar do documentário, inicialmente não tinha conhecimento exato do conteúdo ou do enfoque do projeto. Ele relatou que, ao receber o convite, buscou autorização junto a pessoas ligadas ao jogo do bicho no Rio de Janeiro, especificamente aos contraventores Anísio Abraão David e Aílton Guimarães Jorge, conhecido como Capitão Guimarães. Cunha afirmou que, após consultar essas figuras, recebeu sinal verde para participar, embora só tenha compreendido a extensão do impacto do conteúdo quando os episódios foram ao ar.
A participação de Cunha no documentário abordou os bastidores do jogo do bicho na capital fluminense, tema sensível e de grande repercussão, especialmente por envolver figuras influentes e conexões ilícitas. Segundo ele, sua decisão de procurar autorização foi uma forma de se resguardar diante de um projeto de conteúdo delicado, e sua preocupação era entender exatamente do que se tratava antes de aceitar o convite.
Após a exibição dos episódios, Cunha declarou que foi surpreendido com a repercussão do material. Ele afirmou que, só após o lançamento, percebeu o impacto que o conteúdo causou, descrevendo a situação como uma “rasteira” que pegou todos de surpresa. Essa reação reforça a complexidade do tema tratado na produção, que trouxe à tona detalhes do funcionamento do jogo do bicho e suas conexões com figuras públicas e criminosas.
Quando questionado sobre a possibilidade de participar de uma segunda temporada, que tem sido especulada nas redes sociais devido ao sucesso e à repercussão do primeiro ciclo de episódios, Milton Cunha foi categórico ao afirmar que não tem interesse em retornar ao projeto. Ele explicou que, apesar de não ter sido repreendido oficialmente por sua participação, recebeu um conselho claro de que não deveria aceitar uma nova participação. Sua resposta direta foi: “Nada de dois”, indicando sua decisão de não continuar na produção.
A postura de Cunha reflete uma combinação de cautela e respeito às limitações impostas pelo projeto, além de uma compreensão das implicações de sua participação. Sua experiência evidencia os riscos e as complexidades de envolver-se em temas sensíveis, como o jogo do bicho, especialmente quando figuras de destaque e atividades ilegais estão relacionadas.
Em suma, Milton Cunha deixou claro que, apesar de sua participação na primeira temporada de “Vale o Escrito” ter sido autorizada e sem punições, ele não pretende retornar para uma segunda edição, reforçando sua posição de não se envolver novamente na produção. Sua declaração, aliada às revelações feitas na entrevista, oferece uma visão detalhada do processo de participação e das dinâmicas que envolveram o projeto, além de esclarecer os limites de sua atuação nesse tipo de conteúdo.









