A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou na manhã desta segunda-feira, 19 de outubro, uma operação que visa desmantelar uma quadrilha suspeita de sequestrar mulheres durante corridas por aplicativo na cidade de Belo Horizonte e na Região Metropolitana. A ação, denominada Operação Rebu Branco, resultou no cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em diferentes pontos da capital e municípios vizinhos. Durante a operação, um dos suspeitos foi preso em flagrante, outro já havia sido detido anteriormente, e um terceiro permanece foragido.
A investigação aponta que o grupo criminoso escolhia suas vítimas entre mulheres, utilizando veículos de cor branca para cometer os sequestros. Segundo as apurações, um dos integrantes se apresentava como motorista de aplicativo, enquanto outro permanecia escondido no porta-malas do veículo. Durante as corridas, o suspeito que ficava no compartimento saía para anunciar o assalto, mantendo as vítimas como reféns enquanto circulavam por Belo Horizonte. Os criminosos realizavam saques, utilizavam os celulares das vítimas para fazer transferências e movimentar os valores roubados, além de realizar outras ações ilícitas.
De acordo com o delegado Flávio Grossi, responsável pelas investigações, o esquema começou a ser desvendado após denúncia de uma moradora do bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte. Posteriormente, as autoridades identificaram outros dois casos semelhantes, ocorridos nos bairros Belvedere, na região Centro-Sul da capital, e no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte. A investigação revelou que o grupo tinha pelo menos três suspeitos principais envolvidos na realização dos sequestros, além de outros indivíduos que participavam da movimentação financeira dos valores roubados. As vítimas eram selecionadas por serem consideradas mais vulneráveis, reforçando o grau de periculosidade da quadrilha.
Durante a operação, as equipes da Polícia Civil cumpriram seis mandados de busca e apreensão na região do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, além de outros pontos na capital, incluindo o bairro Pilar, e na cidade de Ibirité, na Região Metropolitana. Como resultado, foram apreendidos cinco celulares, que serão submetidos a análises para identificar o destino do dinheiro roubado e verificar a participação de terceiros nas transferências financeiras. A Polícia Civil investiga ainda se os titulares das contas utilizadas pelos criminosos tinham conhecimento da origem ilícita dos recursos ou se atuavam como intermediários no esquema.
Outro aspecto importante levantado pelas investigações diz respeito à discrepância entre as informações apresentadas pelos aplicativos de transporte e os veículos utilizados pelos suspeitos. Segundo o delegado Grossi, as vítimas visualizavam na plataforma uma placa e modelo de carro, mas eram abordadas por veículos diferentes, o que reforça a necessidade de cuidados ao solicitar corridas. A orientação da Polícia Civil é que os passageiros confirmem a placa, o modelo do veículo e o nome do motorista antes de ingressar no carro. Caso alguma dessas informações não corresponda ao cadastro no aplicativo, recomenda-se cancelar a corrida e solicitar outro transporte.
As investigações continuam em andamento para esclarecer o destino do dinheiro roubado, bem como para identificar e localizar os demais envolvidos no esquema criminoso. A ação reforça o compromisso das autoridades de Minas Gerais em combater a criminalidade e garantir a segurança dos usuários de serviços de transporte por aplicativo na região.








