O filme brasileiro “Marcos e Arnaldo”, que narra a história de uma amizade entre um menino órfão de 11 anos e um homem com Transtorno do Espectro Autista (TEA), será exibido na 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A produção integra a programação da 3ª Mostrinha, segmento dedicado às produções infantojuvenis do festival, e contará com quatro sessões gratuitas em diferentes locais da cidade, promovendo acessibilidade e inclusão cultural.
As sessões acontecerão no Itaú Cultural, nesta terça-feira, dia 20 de outubro, às 12h, e nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) Jambeiro e Três Lagos, em 28 de outubro, às 10h. Além disso, haverá uma sessão no CEU Carrão, no mesmo dia, às 13h. A retirada de ingressos está sujeita à disponibilidade, e a entrada dependerá da lotação dos espaços, reforçando a importância de chegar cedo para garantir o acesso.
Dirigido por Santiago Dellape, o filme conta com roteiro de Guilherme Sadeck Cunha, ambos de Brasília (DF). A obra foi premiada no Festival de Cinema de Oaxaca, no México, e destacou-se entre os seis melhores roteiros de longa-metragem de ficção no Scriptapalooza Fellowship, realizado em 2019. Em 2022, “Marcos e Arnaldo” foi selecionado para a Oficina de Desenho de Audiência do Icuman/BrLab e, posteriormente, recebeu apoio do Edital FAC Brasília Multicultural II, o que viabilizou sua produção.
A filmagem ocorreu em diversos locais do Distrito Federal, incluindo o Nosso Lar, na Candangolândia, uma instituição que acolhe crianças e adolescentes, e o Sítio Nós na Teia, no Jardim Botânico, espaço dedicado à permacultura e sustentabilidade, que representa a casa de Arnaldo na narrativa. A história aborda a relação entre Marcos, um menino que perdeu a confiança nos adultos devido às experiências vividas, e Arnaldo, um homem com TEA, promovendo uma reflexão sobre amizade, inclusão e compreensão.
Segundo o diretor Santiago Dellape, o filme busca despertar ternura ao retratar a relação sincera entre um garoto vulnerável e um adulto neurodivergente, além de remeter às brincadeiras tradicionais que muitas crianças hoje têm perdido, como futebol de botão, bola de gude e estilingue, valorizando memórias táteis e afetivas. A produção e a produção executiva são de Natália Brandino e Walder Junior, da Kocria Audiovisual, enquanto a distribuição nacional fica a cargo da Olhar Distribuidora.
A exibição de “Marcos e Arnaldo” na Mostra de São Paulo representa uma oportunidade de ampliar o entendimento sobre autismo e promover a inclusão social por meio do cinema, reforçando a importância de narrativas que abordem temas relacionados à diversidade e às relações humanas de forma sensível e educativa.








