A suspeita de envolvimento na morte de Beatriz Vitória, de 27 anos, mudou sua postura durante depoimento realizado na delegacia do bairro Santa Efigênia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Carla Luza da Silva, de 23 anos, que inicialmente teria confessado sua participação no crime de forma informal, permaneceu em silêncio ao ser ouvida na Delegacia Especializada de Referência à Pessoa Desaparecida. A informação foi confirmada pela advogada de Carla, Tatiane Barbosa, que declarou que a cliente nega os fatos e que todas as dúvidas a respeito do caso serão esclarecidas ao longo do processo judicial.
A mudança na posição de Carla representa uma alteração significativa em relação às primeiras informações obtidas pela investigação. Fontes próximas às apurações relataram que, antes de sua prisão, a suspeita teria admitido, de maneira não oficial, ter participado do assassinato de Beatriz Vitória, durante uma conversa com agentes policiais. Contudo, essa confissão informal não possui validade jurídica e não pode ser considerada como prova no processo.
Carla Luza foi presa em conjunto com Samuel Castro Melo, de 18 anos, que é ex-companheiro de Beatriz Vitória e, segundo as investigações, atualmente namorado da suspeita. A prisão ocorreu poucas horas após a polícia encontrar o corpo da vítima em uma área de mata localizada em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Beatriz Vitória havia desaparecido há 12 dias antes de seu corpo ser localizado, o que motivou uma intensificação nas buscas e investigações.
Samuel Castro Melo também foi levado à delegacia para prestar depoimento. Até o momento, a defesa do jovem não se manifestou publicamente sobre possíveis ligações dele com o crime, mantendo-se silêncio em relação às suspeitas que pesam contra ele.
Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, natural de Jaboticatubas, tinha 27 anos e residia com a mãe e duas irmãs. Segundo relatos familiares, ela era uma jovem alegre, apreciadora de festas e música sertaneja, além de ser descrita como uma pessoa humilde, solidária e sempre disposta a ajudar quem precisava. A jovem iniciou um relacionamento com Yuri Gabriel Guedes Lopes aproximadamente quatro semanas antes de seu desaparecimento e morte.
Antes de desaparecer, Beatriz teria realizado testes de gravidez, um dos quais apresentou resultado positivo, conforme relato do irmão da vítima, Maxwell Sérgio Marques Mota. A família acredita que ela estivesse grávida de aproximadamente três meses na ocasião e suspeita que o pai da criança seja o ex-namorado, embora essa informação ainda não tenha sido confirmada oficialmente. A investigação continua em andamento, buscando esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o crime e possíveis motivos por trás do desaparecimento e morte de Beatriz Vitória.








