Uma jovem de 27 anos, identificada como Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, foi encontrada morta em uma cova rasa na cidade de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira (21/10). A vítima, que estava grávida de aproximadamente três meses, foi vítima de violência extrema, tendo sinais de tortura e agressões graves, conforme relato de seu atual namorado, Yuri Gabriel Guedes Lopes, de 18 anos. Dois suspeitos, o ex-namorado de Beatriz, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e a atual namorada dele, Carla Luíza da Silva, de 23 anos, foram presos sob suspeita de envolvimento no crime.
A investigação aponta que Beatriz desapareceu no dia 9 de outubro, após descobrir sua gravidez. Segundo Maxwell Sérgio Marques Mota, de 29 anos, irmão da vítima, ela teria feito testes de gravidez e confirmado a gestação, que seria de cerca de três meses. Maxwell afirmou que a jovem não costumava compartilhar detalhes sobre seu relacionamento conturbado com Samuel, só tomando conhecimento das agressões após o desaparecimento. Ele revelou ainda que Samuel foi preso por suspeita de ter cometido agressões físicas contra Beatriz, incluindo episódios de humilhação e violência.
O corpo de Beatriz foi localizado em uma área afastada do centro de Jaboticatubas, conhecida por ser utilizada por moradores para atividades como empinar motos. O namorado de Beatriz relatou que, ao visitar o local, constatou sinais de violência extrema, incluindo a presença de tufos de cabelo e indícios de que soda cáustica tenha sido usada para tentar dissolver o corpo. Lopes descreveu a cena como brutal, ressaltando que reconheceu a vítima por uma tatuagem. Ele também destacou a violência que a jovem sofria, incluindo episódios de agressão por parte de Samuel, que, segundo ele, a humilhava e chegou a bater nela durante o relacionamento.
No âmbito policial, a suspeita Carla Luíza permaneceu em silêncio ao prestar depoimento na delegacia do bairro Santa Efigênia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Sua advogada, Tatiane Barbosa, informou que Carla nega os fatos e que tudo será esclarecido ao longo do processo. No entanto, fontes ligadas às investigações indicaram que a suspeita teria confessado, de forma extraoficial, participação no assassinato durante sua prisão, embora essa declaração não tenha valor jurídico.
A família de Beatriz expressou profundo pesar pela perda. Geovana Luiza, de 24 anos, irmã da vítima, resumiu o sentimento de tristeza ao afirmar que a família está devastada com o ocorrido. Nas redes sociais, ela pediu justiça e reforçou a lembrança da irmã com palavras de amor e saudade.
A notícia da morte de Beatriz Vitória causou grande comoção na cidade de Jaboticatubas, onde ela vivia com a família. Moradores e comerciantes próximos relataram que a jovem raramente frequentava estabelecimentos comerciais locais, tendo mais contato com familiares. Um comerciante que possui um supermercado próximo à residência da vítima afirmou que a notícia deixou a comunidade abalada, ressaltando a gravidade do caso e a violência sofrida pela jovem.








