O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, afirmou nesta quinta-feira (29) que está à disposição para contribuir com o próximo governo estadual. A declaração foi feita após reuniões, realizadas ao longo da semana, com o senador e governador eleito Cleitinho Azevedo, do Republicanos, e com o vice-governador eleito Luís Eduardo Falcão, também do Republicanos.
Segundo Zema, os encontros tiveram como objetivo compartilhar a experiência acumulada durante sua passagem pelo Palácio Tiradentes e oferecer apoio à futura administração. O ex-governador ressaltou que não procurou os representantes eleitos para solicitar cargo ou qualquer outra vantagem pessoal.
“Me reuni com Cleitinho e Falcão esta semana. E não foi pra pedir cargo nem qualquer coisa do tipo, como é de costume na velha política. Mas sim passar um pouco da minha experiência e deixar claro que estou à disposição para ajudar quando puder. Não é tarefa fácil gerir um estado com 21 milhões de habitantes”, declarou Zema.
Na avaliação do ex-governador, a dimensão da população mineira torna a administração estadual uma tarefa complexa. Minas Gerais tem cerca de 21 milhões de habitantes, e a condução do governo envolve decisões que afetam diretamente a população em diferentes regiões do estado.
Zema também afirmou que mantém vínculos pessoais e empresariais com Minas Gerais. “Minha família vive em Minas, eu vivo em Minas, meus negócios estão em Minas, então o que puder contribuir para que esse estado continue prosperando, farei”, explicou.
A manifestação ocorre depois dos encontros com Cleitinho e Falcão, que foram eleitos para comandar o estado. O senador Cleitinho Azevedo assumirá o governo, enquanto Luís Eduardo Falcão ocupará a vice-governadoria. Ambos são filiados ao Republicanos.
Trajetória política de Zema
Romeu Zema deixou o governo de Minas Gerais em março deste ano para disputar a Presidência da República. A candidatura, no entanto, terminou com um desempenho inferior ao esperado. O ex-governador obteve 0,27% dos votos válidos, o equivalente a aproximadamente 326 mil votos.
Após o primeiro turno, Zema declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro, do PL, na segunda etapa da eleição presidencial. O candidato apoiado pelo ex-governador mineiro acabou derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
Em Minas Gerais, Zema também não conseguiu eleger o sucessor que pretendia para manter sua influência direta no comando do estado. O atual governador Mateus Simões, do PSD, que ocupava a vice-governadoria, registrou desempenho considerado abaixo do esperado, com 4,65% dos votos válidos.
Apesar do resultado eleitoral, Zema afirmou que pretende continuar acompanhando os rumos de Minas e colaborar quando for possível. A disposição apresentada pelo ex-governador foi vinculada à sua experiência na administração estadual e aos laços que mantém com o estado, onde vivem sua família e onde estão seus negócios.









