O senador Flávio Bolsonaro (PL) se reencontrou com o irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos. A primeira imagem dos dois juntos desde a viagem de Flávio ao exterior foi publicada nesta quarta-feira (28/10) por Eduardo nas redes sociais. Na fotografia, o senador aparece envolto na bandeira do Brasil.
O encontro ocorreu depois de Flávio deixar o país em meio à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse o passaporte às autoridades. O senador viajou aos Estados Unidos após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (28/10).
Na publicação, Eduardo afirmou que os irmãos continuarão envolvidos na política brasileira mesmo estando fora do país. O deputado também mencionou o escritor Olavo de Carvalho, considerado um dos principais ideólogos do bolsonarismo e morto em 2022.
“Foto de hoje, após reencontrar meu irmão Flávio Bolsonaro. Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil. Como diria o Professor Olavo: não parar, não precipitar, não retroceder”, escreveu Eduardo.
Flávio desembarcou em Miami na manhã desta quarta-feira (28/10), depois de deixar o Brasil no dia anterior. Em uma carta aberta divulgada nas redes sociais, o senador justificou a saída do país como uma reação ao que classificou como “perseguição” de autoridades brasileiras. No texto, citou especificamente decisões recentes do Supremo Tribunal Federal.
Após a derrota eleitoral, Flávio chegou a se apresentar como “presidente eleito do Brasil”. Posteriormente, a expressão foi substituída por “líder”. A viagem ocorreu no contexto das medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, incluindo a ordem para que o senador entregasse o passaporte.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025
Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em dezembro, perdeu o mandato de deputado federal que exercia desde 2015, após o término da licença que autorizava sua ausência na Câmara dos Deputados.
Em setembro, o Ministério da Justiça oficializou a demissão de Eduardo do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão teve como justificativa a ausência injustificada ao trabalho por período superior a 30 dias consecutivos. O político estava sem receber salário desde que havia se licenciado da função para assumir o mandato de deputado federal.
Além da perda do mandato e da demissão da Polícia Federal, Eduardo foi condenado, em junho, a quatro anos e dois meses de prisão por tentativa de interferência no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no processo relacionado à trama golpista.
O reencontro entre os irmãos foi divulgado em meio à permanência de ambos nos Estados Unidos e às manifestações de Eduardo sobre a continuidade da atuação política da família Bolsonaro, apesar da distância do Brasil e das decisões judiciais que atingiram o deputado cassado e o senador.








