Alice Wegmann e Nanda Costta protagonizam cenas de intimidade na série “Dom de Iludir”, melodrama que estreou recentemente na Netflix. As personagens das atrizes fazem parte de uma trama cercada por mentiras, interesses familiares e reviravoltas, em uma narrativa que amplia a presença de personagens LGBTQIA+ em histórias de vilania e suspense sem colocar a homofobia no centro do conflito.
As cenas entre as duas repercutiram nas redes sociais, especialmente no X, onde momentos de intimidade das personagens foram compartilhados e comentados por internautas. Parte das reações destacou a representação de personagens LGBTQIA+ envolvidas em situações de poder, mistério e trapaça, em vez de restringi-las a histórias marcadas exclusivamente pelo sofrimento e pela discriminação.
Em entrevista ao Splash, Alice Wegmann afirmou que “Dom de Iludir” abre espaço para que personagens LGBTQIA+ sejam inseridas em tramas de melodrama e vilania. Segundo a atriz, a série apresenta essas figuras dentro da narrativa, sem transformar a discussão sobre homofobia no principal eixo da história. Para ela, o audiovisual deve investir em produções que mostrem outras possibilidades de conflitos e relações envolvendo pessoas LGBTQIA+.
Alice também comentou a parceria com Nanda Costta durante as gravações. A atriz contou que já admirava o trabalho da colega e que as duas tinham proximidade antes do início do projeto. Essa relação anterior, de acordo com Alice, contribuiu para a construção da dinâmica entre as personagens e facilitou a realização das cenas de intimidade. Ao definir o resultado da colaboração, ela resumiu a parceria como uma combinação de “química”.
Nanda Costta falou sobre a trajetória de Irina, personagem que descreveu como uma “trambiqueira”. A terapeuta espiritual acredita ter domínio sobre as situações que cria, mas acaba sendo surpreendida no campo afetivo. A atriz explicou que Irina imagina estar no controle dos acontecimentos, embora a própria trama revele que esse domínio é apenas aparente.
De acordo com Nanda, a personagem está envolvida em uma história com reviravoltas, mistério e diferentes camadas. A trajetória de Irina combina a aplicação de golpes com consequências emocionais que modificam sua relação com os demais personagens. A atriz também avaliou que a produção trata as histórias LGBTQIA+ com maior naturalidade, inserindo-as no cotidiano da ficção sem fazer com que a orientação sexual seja o único aspecto definidor das personagens.
Nanda ainda afirmou ver com satisfação o avanço dessa abordagem na televisão e no streaming. A atriz tem duas filhas com a companheira, a musicista Lan Lanh, e defendeu que representações de famílias e relações LGBTQIA+ sejam apresentadas de maneira mais cotidiana e integrada às narrativas.
Trama envolve doença, espiritualidade e uma rede de mentiras
Na história de “Dom de Iludir”, Marieta interpreta Lúcia Rossetti, uma colecionadora de obras de arte que enfrenta o desespero ao tentar encontrar a cura para uma doença misteriosa da filha, Maíra, vivida por Alice Wegmann. Sem respostas médicas para o problema, Lúcia procura alternativas para salvar a jovem.
Por recomendação de Bóris, personagem de José de Abreu, ela chega até Irina, interpretada por Nanda Costta. A terapeuta espiritual promete ajudar no tratamento de Maíra, mas esconde sua verdadeira identidade: ela é uma golpista. O que começa como uma tentativa de encontrar uma solução para a doença da jovem evolui para uma trama mais complexa.
À medida que os acontecimentos avançam, a busca de Lúcia expõe uma rede de mentiras e interesses que envolve as duas famílias. Nesse contexto, a relação entre Maíra e Irina se desenvolve em meio a segredos, conflitos afetivos e revelações que sustentam o melodrama da produção.









