Manifestantes e estudantes entraram em confronto com a polícia na Albânia neste sábado (31), durante mais uma mobilização antigovernamental que pede a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama. Os atos foram marcados pelo lançamento de coquetéis Molotov e pedras contra as forças de segurança, que responderam com jatos de água de alta pressão.
Os protestos ocorrem em meio a uma escalada da violência registrada nas últimas semanas. Segundo as informações disponíveis, os participantes das manifestações incendiaram prédios governamentais e bancos, além de quebrarem vitrines e utilizarem pedras retiradas do calçamento como projéteis durante os confrontos.
A polícia também passou a ser acusada de empregar força excessiva na tentativa de conter os atos. Entre as denúncias está o uso de balas de borracha contra manifestantes. A troca de ataques entre os dois lados elevou a tensão nas ruas e transformou as mobilizações em episódios recorrentes de confronto direto entre os participantes e os agentes de segurança.
Neste sábado, a ação dos manifestantes incluiu o arremesso de artefatos incendiários e objetos contra a polícia. A resposta das forças de segurança ocorreu com o uso de canhões de água, recurso empregado para dispersar a concentração e impedir o avanço dos participantes.
As manifestações têm como principal reivindicação a saída de Edi Rama do cargo de primeiro-ministro. A participação de estudantes se soma à presença de outros manifestantes que vêm ocupando as ruas em protestos contra o governo albanês. O movimento ocorre, portanto, em um cenário de pressão política e de aumento da violência nos atos públicos.
Na semana passada, diante do crescimento dos episódios violentos, Rama implementou novas medidas com o objetivo de conter os protestos. Entre as regras anunciadas está a aplicação de multas de aproximadamente US$ 6,2 mil a qualquer pessoa que participe de uma manifestação que se torne violenta.
A medida prevê a punição mesmo quando o indivíduo multado não tiver cometido pessoalmente atos de violência. Dessa forma, a regra amplia a responsabilidade atribuída aos participantes de manifestações que evoluam para confrontos, independentemente de sua atuação específica durante o ato.
As novas penalidades foram apresentadas em resposta à intensificação dos distúrbios, que já incluem danos a edifícios governamentais, bancos e vitrines, além de ataques com pedras e coquetéis Molotov. Ao mesmo tempo, as acusações de uso excessivo da força pela polícia mantêm a controvérsia sobre a forma como o governo vem reagindo às mobilizações.
Com a continuidade dos protestos e a adoção de punições mais severas, a Albânia atravessa um período de tensão entre os manifestantes que exigem a renúncia do primeiro-ministro e as autoridades responsáveis por controlar as ruas.








