O Cruzeiro conquistou pela primeira vez a Copa Libertadores feminina neste sábado (31), em uma decisão histórica contra o Corinthians, no estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador. Depois de um empate por 4 a 4 no tempo regulamentar, as Cabulosas venceram a disputa por pênaltis por 5 a 4 e levantaram o troféu inédito. A goleira Camila foi decisiva ao defender a última cobrança do time paulista.
A final reuniu duas equipes brasileiras em um confronto marcado por reviravoltas e oito gols. Byanca Brasil, artilheira da competição com seis gols, Vitória Calhau, Ketlin e Letícia marcaram para o Cruzeiro. Pelo Corinthians, Gabi Zanotti balançou as redes duas vezes, assim como Vic Albuquerque.
Em sua primeira participação na Libertadores, o Cruzeiro garantiu o primeiro título internacional de sua história em uma partida dramática. O resultado também encerrou uma decisão em que o Corinthians chegou a abrir vantagem de dois gols em duas oportunidades, mas não conseguiu confirmar a vitória no tempo regulamentar.
Corinthians domina o início e abre vantagem
O Corinthians começou melhor e precisou de apenas três minutos para inaugurar o placar. Gi Fernandes avançou com liberdade pelo lado direito e cruzou para Gabi Zanotti. Livre na área, a camisa 10 cabeceou com firmeza e venceu a goleira Camila.
Durante os minutos seguintes, a superioridade técnica da equipe paulista ficou evidente. Nervoso e com dificuldades para sair jogando, o Cruzeiro pouco conseguia avançar além do meio de campo. Quando chegou ao ataque, a equipe celeste ainda foi flagrada em impedimento em três lances consecutivos.
Com o passar do tempo, o Cruzeiro conseguiu melhorar seu posicionamento defensivo e equilibrar a partida. O problema continuava sendo a criação ofensiva. Byanca Brasil era a principal referência do ataque, enquanto Vanessinha e Marília tiveram pouca participação na primeira etapa.
A primeira finalização perigosa das Cabulosas ocorreu apenas aos 31 minutos, em um chute forte da volante Lorena Bedoya. Pouco depois, o Corinthians aproveitou uma falha grave da defesa adversária para ampliar. Isadora Amaral tentou sair jogando dentro da área, errou o passe e entregou a bola a Vic Albuquerque. A atacante acionou rapidamente Gabi Zanotti, que marcou o segundo gol corintiano.
Cruzeiro reage e transforma a partida
O segundo tempo começou com novo golpe para o time mineiro. Logo aos três minutos, a defesa do Cruzeiro deixou Vic Albuquerque livre. A atacante recebeu espaço e bateu no canto direito de Camila, fazendo 3 a 0 para o Corinthians.
A reação celeste começou aos seis minutos, quando Byanca Brasil marcou o primeiro gol do Cruzeiro. Cinco minutos depois, a equipe mineira voltou a balançar as redes, desta vez em cobrança de pênalti executada por Vitória Calhau. A zagueira bateu forte, no ângulo da goleira Lelê, e reduziu a diferença para 3 a 2.
O técnico Jonas Urias promoveu três substituições na tentativa de reorganizar a equipe, mas o Cruzeiro voltou a cometer um erro determinante. Aos 22 minutos, Camila não conseguiu segurar um chute fraco de Vic Albuquerque, de fora da área, e a bola terminou no fundo da rede. O Corinthians retomava uma vantagem de dois gols.
Mesmo assim, as Cabulosas não desistiram. Aos 29 minutos, Ketlin aproveitou cruzamento e cabeceou para marcar o terceiro gol cruzeirense. Pouco depois, Letícia recebeu uma oportunidade na pequena área, mas desperdiçou a chance do empate.
O Cruzeiro continuou pressionando e disputando cada bola. Em uma jogada pelo lado esquerdo, a equipe encontrou o empate que parecia improvável. Após o cruzamento, Letícia subiu e cabeceou para as redes, deixando o placar em 4 a 4 e levando a decisão para os pênaltis.
Camila decide nos pênaltis
Nas cobranças, o Cruzeiro converteu com Byanca Brasil, Letícia, Michelle, Vitória Calhau e Milena Ferreira. Pri Back e Lorena Bedoya desperdiçaram suas tentativas.
O Corinthians marcou com Vic Albuquerque, Duda Sampaio, Belén Aquino e Thaís Ferreira, mas Jaqueline, Gisela Robledo e Gi Fernandes erraram as cobranças. Na última batida, Gi Fernandes não conseguiu superar Camila, que defendeu e confirmou a vitória cruzeirense por 5 a 4.
Com a defesa decisiva da goleira, o Cruzeiro conquistou a Libertadores feminina pela primeira vez e celebrou um título internacional inédito após uma final histórica contra o Corinthians.









