A goleira Camila Rodrigues foi decisiva para o Cruzeiro conquistar, de forma inédita, a Copa Libertadores Feminina. Neste sábado (31), no estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador, a jogadora defendeu a cobrança de pênalti de Gi Fernandes, do Corinthians, e assegurou a vitória das Cabulosas por 5 a 4 nas penalidades, depois de um empate por 4 a 4 no tempo de jogo.
A defesa ocorreu no momento mais importante da decisão e confirmou o título para o clube celeste. Cruzeiro e Corinthians chegaram à disputa por pênaltis depois de uma partida marcada por uma grande reação da equipe mineira. As Cabulosas chegaram a estar perdendo por 3 a 0 para as Brabas, mas conseguiram buscar o empate em 4 a 4 e levar a definição do troféu para as cobranças.
Camila explicou que a defesa foi resultado da combinação entre estudo, conhecimento da adversária e intuição. A goleira afirmou que já conhecia Gi Fernandes, com quem havia jogado anteriormente, e observou o pé de apoio da cobradora para decidir o canto em que faria a tentativa de defesa.
“Não tem segredo, a gente estudou, eu já conhecia um pouco a Gi, a gente já jogou junto. Mas eu fui muito na minha intuição, no pé de apoio dela, para eu poder escolher aquele canto e, graças a Deus, pegar o pênalti”, disse Camila após a conquista.
A atuação da goleira ganhou ainda mais relevância porque ela também cometeu um erro durante o confronto. Mesmo assim, Camila não se abateu ao longo da partida e conseguiu manter a concentração até a disputa decisiva. Na cobrança de Gi Fernandes, mostrou personalidade para fazer a defesa que entrou para a história do Cruzeiro e definiu o placar de 5 a 4 nas penalidades.
Goleira atribui conquista a Deus e à família
Emocionada depois do título, Camila reconheceu que viveu momentos difíceis com a camisa celeste. A goleira destacou a importância do esforço, da persistência e da capacidade de não desistir para alcançar o resultado no estádio Casa Blanca.
Ao falar sobre a conquista, a jogadora também dedicou o troféu a Deus e à família. Segundo Camila, o apoio recebido durante todo o período foi fundamental para que ela conseguisse se reerguer e continuar acreditando no trabalho, mesmo diante das dificuldades enfrentadas anteriormente.
“Primeiramente dedico a Deus, que fez com que eu não desistisse e que eu estivesse aqui hoje. Depois, à minha família, que esteve comigo durante todo esse período, fazendo com que eu pudesse me reerguer e acreditar em tudo isso que está acontecendo hoje”, finalizou a goleira.
Com a defesa na cobrança de Gi Fernandes, Camila se tornou o principal nome da decisão e ajudou o Cruzeiro a transformar uma desvantagem de 3 a 0 em uma reação histórica. O empate por 4 a 4 levou o confronto ao limite, e a vitória por 5 a 4 nos pênaltis garantiu às Cabulosas o primeiro título da Libertadores Feminina na história do clube.








