Um temporal acompanhado de vendaval deixou toda a cidade de Fronteira, no Triângulo Mineiro, sem energia elétrica desde a tarde de segunda-feira (2/11). O município, que tem quase 15 mil habitantes, registrou chuva intensa e uma série de danos materiais em diferentes pontos. Apesar da força da tempestade, não houve registro de pessoas feridas, desabrigadas ou desalojadas.
De acordo com a Defesa Civil, a chuva forte foi seguida por ventos intensos, que provocaram a queda de árvores, muros e postes de energia. As árvores atingiram e obstruíram vias públicas, dificultando a circulação em alguns trechos da cidade. Já a queda da estrutura da rede elétrica causou a interrupção total do fornecimento de energia em Fronteira.
A situação mobilizou a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), que iniciou os levantamentos oficiais sobre os estragos registrados após o temporal. O órgão também passou a coordenar as ações de atendimento e acompanhamento das áreas afetadas.
Em comunicado, a agência regional de Defesa Civil informou que equipes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) foram deslocadas para o município e começaram os trabalhos necessários para restabelecer o serviço. A atuação inclui a avaliação dos danos provocados pela queda de postes e a execução dos reparos na rede de distribuição.
Restabelecimento ocorre de forma gradual
Procurada pela reportagem, a Cemig informou que aproximadamente 4.000 clientes estavam sem energia até o final da segunda-feira (2 de novembro), após a passagem da tempestade. O número representava os consumidores afetados pela interrupção do fornecimento registrada em Fronteira.
Na manhã desta terça-feira (3 de novembro), por volta das 10h, cerca de 2.000 consumidores ainda permaneciam sem energia elétrica. Os dados indicam que parte do fornecimento havia sido restabelecida, embora o atendimento ainda não tivesse sido concluído para todos os clientes atingidos.
A previsão apresentada pela Cemig era de que a normalização do serviço fosse concluída ao longo da própria terça-feira. O prazo estava relacionado à continuidade dos trabalhos das equipes em campo e à necessidade de reparar os pontos da rede danificados pelo temporal.
Enquanto os serviços eram executados, a Defesa Civil municipal permanecia responsável pelo levantamento das ocorrências e pela coordenação das medidas de atendimento. Entre os principais problemas identificados estavam as árvores caídas sobre vias, os muros derrubados e os postes danificados, consequências da chuva intensa e do vendaval que atingiram a cidade.








