O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanhou, neste domingo (8/11), a operação de distribuição das provas do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Durante a visita à sala de monitoramento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília, ele afirmou que a educação é fundamental para que o Brasil ofereça um futuro digno à população.
Do centro de acompanhamento, Lula observou a logística responsável pelo envio de mais de 5 milhões de provas para diferentes regiões do país. A operação envolve o transporte e a distribuição dos cadernos, além do monitoramento dos locais onde os candidatos realizam o exame.
De acordo com as informações apresentadas ao presidente, mais de 650 mil pessoas participam da aplicação do Enem neste domingo. Esse contingente atua em várias etapas do processo, desde a organização da entrega das provas até o acompanhamento do atendimento aos estudantes nos pontos definidos para a realização do exame.
Ao comentar a dimensão da estrutura mobilizada, Lula classificou o trabalho como uma espécie de “guerra pela educação”. A comparação foi feita em referência a países que enfrentam conflitos armados e enviam jovens para combates. Segundo o presidente, no caso brasileiro, o esforço de centenas de milhares de profissionais tem o objetivo de garantir que os estudantes possam fazer a prova em condições adequadas e que o processo ocorra com segurança e lisura.
“Tem 650 mil pessoas trabalhando. Eu fico imaginando as pessoas que vão pras guerras, levam milhares de jovens para morrer. Colocam o jovem em um navio, avião ou trem e falam ‘vai lutar’ e não dão certeza de que esse jovem vai voltar vivo. Nós aqui estamos fazendo guerra contra o retrocesso. Uma guerra pela educação. Uma guerra que significa paz e que significa envolver 600 soldados ajudando os estudantes para que a gente garanta lisura. Ninguém vai ser lesado”, declarou.
Lula esteve acompanhado do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do presidente do Inep, Manuel Palacios. Durante a agenda, também defendeu a importância da formação universitária e do diploma para a trajetória profissional dos participantes do Enem.
Ao mencionar experiências pessoais, o presidente disse que pessoas com formação podem receber tratamento mais respeitoso ao buscar uma oportunidade de trabalho. Na avaliação de Lula, a qualificação continua sendo relevante para o futuro individual e para a família dos estudantes.
“Não é verdade que não vale a pena ter diploma universitário. Você vê a experiência de uma pessoa que vai procurar uma vaga para trabalhar, uma que tem formação e outra que não tem formação. A pessoa que tem formação é tratada como se fosse gente. De forma respeitosa. Uma pessoa que não tem formação não é tratada com respeito. Já vivi na pele muitas vezes. Vale a pena. Vale a pena por você, pelo seu futuro e pela sua família”, afirmou.
Primeiro dia reúne redação e duas áreas de conhecimento
Os portões dos locais de prova foram abertos às 12h, pelo horário de Brasília. A aplicação começou às 13h30 e termina às 19h. Neste primeiro domingo, os candidatos respondem às questões de linguagens e ciências humanas e também produzem a redação.
O Ministério da Educação acompanha ainda as condições meteorológicas em diferentes áreas do país, com atenção especial ao volume de chuvas registrado na Região Sudeste. Leonardo Barchini informou que todos os aspectos relacionados ao clima estão sendo monitorados pela pasta.
Estudantes que não conseguirem chegar aos locais de aplicação dentro do horário por causa de condições climáticas poderão ser incluídos na segunda aplicação do Enem, prevista para dezembro. O Ministério da Educação deverá divulgar um balanço da aplicação na noite deste domingo e apresentar os critérios que serão usados para definir quais participantes terão direito à reaplicação.







