Quatro pessoas morreram e outras 88 ficaram feridas neste domingo (8), após dois trens colidirem ao sul do Cairo, no Egito. A força do impacto fez com que vários vagões descarrilassem e tombassem. De acordo com um balanço preliminar divulgado pelo Ministério da Saúde, os feridos foram levados para hospitais da região de Gizé, onde receberam atendimento.
O acidente provocou uma grande operação de emergência no local. Equipes de resgate, moradores e autoridades ferroviárias participaram da retirada dos passageiros e do acesso aos vagões danificados. A operação exigiu o uso de guindastes para remover as estruturas que ficaram sobre os trilhos ou próximas à linha férrea.
Relatos e imagens registrados por jornalistas da AFP que acompanharam a ocorrência mostraram a extensão dos danos provocados pela colisão. Diversos vagões permaneceram tombados depois do choque, dificultando o trabalho das equipes que atuavam no resgate e na remoção dos destroços.
A parte dianteira de uma das composições ficou severamente destruída. O impacto transformou a estrutura em uma massa de metal retorcido, evidenciando a intensidade da batida. No outro trem, o último vagão saiu dos trilhos e terminou em um campo situado ao lado da ferrovia.
Moradores da região também ajudaram as equipes de emergência nas ações realizadas entre os vagões atingidos. O trabalho concentrou-se na retirada das pessoas e na remoção das estruturas que impediam o avanço dos socorristas. Até o balanço divulgado pelas autoridades, quatro mortes haviam sido confirmadas e 88 feridos permaneciam sob atendimento médico em hospitais de Gizé.
Presidente determina investigação urgente
O presidente do Egito, Abdel Fatah al-Sisi, declarou que acompanhava o acidente “com grande preocupação”. O chefe de Estado determinou a abertura de uma investigação urgente para esclarecer as circunstâncias da colisão, apontar eventuais responsabilidades e verificar a possibilidade de negligência.
A autoridade ferroviária confirmou que as equipes de emergência continuavam mobilizadas na retirada dos vagões e na execução dos trabalhos no local. A apuração deverá buscar esclarecer de que forma os dois trens se envolveram na colisão e quais fatores contribuíram para o descarrilamento das composições.
As causas específicas do acidente ainda não haviam sido divulgadas até o momento do balanço apresentado pelas autoridades. A investigação deverá analisar as circunstâncias da ocorrência antes de indicar as responsabilidades ou possíveis falhas relacionadas à operação ferroviária.
Região tem histórico de acidentes graves
A colisão ocorreu em uma área que já foi cenário de um dos episódios mais graves da história ferroviária do Egito. Em 2002, um incêndio atingiu um trem ao sul do Cairo e provocou a morte de mais de 370 pessoas. O caso é considerado o pior desastre ferroviário registrado no país.
Em 2009, sete anos depois, vários acidentes ferroviários registrados na mesma região deixaram dezenas de vítimas. Esse histórico aumenta a atenção em torno da nova ocorrência e reforça a relevância da investigação determinada por Abdel Fatah al-Sisi. Apesar dos antecedentes, as autoridades ainda não informaram quais foram as causas da colisão registrada neste domingo.








