A CPI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26), em votação simbólica, um pacote com 87 requerimentos que inclui a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão gerou um tumulto generalizado no plenário, com troca de empurrões e parlamentares tendo que ser separados.
Além do sigilo de Lulinha (período de 2022 a janeiro de 2026), a comissão autorizou a quebra de dados do Banco Master (2015-2025) e da CredCesta (2017-2025), e aprovou a convocação de nomes como o ex-deputado André Moura, o ex-sócio do Master Augusto Lima, e a presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Também foi aprovado um pedido de prisão preventiva de Abraão Lincoln, investigado por descontos indevidos em benefícios do INSS.
O requerimento contra Lulinha, apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL), baseia-se em mensagens obtidas pela Polícia Federal que indicam repasses de cerca de R$ 300 mil mensais ao filho do presidente por meio de uma lobista amiga dele, Roberta Luchsinger. Os pagamentos teriam partido de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador do esquema de fraudes.
A defesa de Lulinha afirma que ele não tem relação com as fraudes e que as acusações são infundadas. O advogado Marco Aurélio de Carvalho classificou as citações como “fofocas e vilanias” para desgastar a imagem da família e do governo.
Confusão na CPI
A votação ocorreu de forma simbólica e em bloco, ou seja, todos os 87 itens foram apreciados juntos. Após o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), proclamar o resultado, governistas avançaram em direção à mesa diretora, alegando que a contagem dos votos contrários (sete, segundo Viana) teria sido fraudada.
A sessão foi suspensa. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que pedirá a anulação do resultado. Durante o empurra-empurra, o deputado Rogério Correia (PT-MG) e Luiz Lima (Novo-RJ) se envolveram em um confronto físico. Correia afirmou que atingiu o colega sem intenção, ao ser empurrado.
Enquanto a oposição comemorou a aprovação como uma vitória da investigação, governistas acusaram Viana de agir de forma fraudulenta e prometeram recorrer ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador Carlos Viana rebateu: “O governo veio para blindar a pauta. Não tiveram os votos necessários. O jogo virou“.
Veja o vídeo da confusão abaixo:








