Por Oliveira Lima
No sorteio da Conmebol, em Luque, sede da entidade, quando foi anunciado o Cruzeiro como adversário do argentino Boca Jrs, Universidad Católica do Chile e Barcelona de Guayaquil, o chamado grupo da morte, os presidentes desses três times fizeram careta, contorcendo suas faces, sentindo o peso do time brasileiro. Riquelme, presidente do Boca chegou a balançar a cabeça, de forma negativa. As expressões mostraram o tamanho do Cruzeiro no cenário esportivo da América do Sul.
Clube volta à Libertadores depois de seis anos, muito por conta da crise que faliu a entidade, salva pela venda da SAF à Ronaldo Fenômeno e depois revendida ao atual dono, Pedrinho BH, com muito investimento na formatação do elenco. A volta à competição coloca o Cruzeiro no seu devido lugar. E no primeiro jogo, em Guayaquil diante do Barcelona, já mostrou a volta do “La Bestia Negra, como é conhecido o clube pelos dirigentes, torcedores e imprensa na América do Sul.
O apelido se dá nos anos 90, quando o Cruzeiro liquida times chilenos, paraguaios e argentinos sem dó e sem piedade nas competições da Conmebol. Foram os chilenos que deram à ele este apelido, esta denominação, que se espalhou por toda a América. E o terror de ” los hermanos” ja deu seu recado na primeira rodada quando ganha bem do Barcelona em pleno estádio Monumental por 1×0 numa exibição de gala.
Na segunda rodada é favorito diante da Universidad Católica do Chile, nesta quarta feira no Mineirão lotado. Se ganhar, vai esperar pelo próximo dia 28 deste mês de abril, quando novamente no Mineirão enfrentará o Boca Jrs, e em caso de vitória, já encaminhará sua classificação ao sistema de mata-mata, depois da Copa do Mundo. Na próxima fase, a competição vira uma copa, com jogos eliminatórios até a final, em jogo único, em Montevideo.
Todos os indícios mostram o favoritismo de Flamengo e Palmeiras, os dois mais ricos da América do Sul, o que é fato. Mas o que não se fala no Brasil é a grandeza do Cruzeiro, que tem o terceiro elenco mais valioso da América, justamente atrás de Flamengo Palmeiras. Embora não vence a competição há 29 anos, volta depois de seis anos, ainda com a fama de “La Bestia Negra”, com fome animalesca. Riquelme, assim como os presidentes da Universidad do Chile e Barcelona de Guayaquil , deram o tom do tamanho do Cruzeiro na América do Sul, maior que no Brasil.








