Os moradores do prédio atingido por um avião no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte, foram liberados para voltar para casa na tarde desta terça-feira (5). A liberação foi autorizada pela Defesa Civil, que havia interditado o edifício para os trabalhos de perícia e investigação.
Os destroços já foram retirados do local com a ajuda de um caminhão munck e uma prancha. Equipes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) seguem no prédio para levantar informações sobre a queda da aeronave.
As investigações são feitas em parceria com a 1ª Delegacia de Polícia Civil Leste.
A Defesa Civil tinha isolado preventivamente, na segunda (4), o estacionamento de um supermercado Epa, dois apartamentos e a fachada lateral esquerda do edifício. A medida serviu para preservar os destroços até a chegada dos peritos do Cenipa, que irão investigar as causas do acidente.
O que se sabe sobre a queda de avião em BH?
O avião havia partido de Teófilo Otoni com seis ocupantes. Um vídeo que mostra o momento da decolagem foi compartilhado nas redes sociais. Após pousar no Aeroporto da Pampulha, na capital, duas pessoas desembarcaram e Hemerson embarcou. Em seguida, a aeronave voltou a decolar com destino a São Paulo.
Segundo informações iniciais, o piloto relatou dificuldades durante a decolagem à torre de controle antes da queda. O avião caiu no estacionamento de um prédio residencial. Não houve vítimas entre moradores ou pessoas em solo.
Duas mortes foram confirmadas ainda no local: Fernando Souto Moreira, de 34 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG) e o piloto Wellington Oliveira Pereira, da mesma idade. O empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, foi resgatado com vida para o Hospital João XXIII, mas não resistiu aos ferimentos horas após o acidente. Todos os corpos já foram liberados para os familiares das vítimas.
Outros dois ocupantes da aeronave seguem internados no Hospital João XXIII: Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 53 anos, e Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos.
A aeronave era um EMB-721C, fabricado em 1979, conhecido popularmente como “sertanejo”. Conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil, o modelo tinha situação de aeronavegabilidade regular, mas não possuía autorização para operar como táxi aéreo, ou seja, não poderia realizar transporte comercial remunerado de passageiros.
O grupo a bordo era ligado à Uaitag, empresa do setor de tecnologia e cartões.
As causas do acidente seguem sob investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos e da Polícia Civil de Minas Gerais.





