O monomotor que caiu no bairro Silveira, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (4), não tinha autorização para operar como táxi aéreo, segundo informações do Registro Aeronáutico Brasileiro da Agência Nacional de Aviação Civil.
De acordo com os dados consultados no sistema da agência, a aeronave estava com status de “operação negada para táxi aéreo”. Isso significa que o avião não poderia realizar transporte remunerado de passageiros nesse tipo de serviço.
Apesar da restrição, a Anac informa que a situação de aeronavegabilidade era considerada “normal”, indicando que, em tese, a aeronave possuía condições técnicas para voar dentro da categoria autorizada. O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) tinha validade até abril de 2027.
O avião é um modelo EMB-721C e estava registrado em nome da empresa Inet Telecomunicações LTDA, apontada como operadora da aeronave. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o piloto e o copiloto morreu no local após ficar preso às ferragens. Outras três pessoas estavam no avião e foram retiradas com vida, sendo encaminhadas para o Hospital João XXIII.
Imagens divulgadas pelos bombeiros mostram o avião completamente destruído e danos em uma parede próxima ao local do impacto.
O acidente aconteceu na rua Ilacir Pereira Lima, em frente a uma unidade do EPA Supermercados. As causas da queda serão investigadas pelas autoridades aeronáuticas e pela perícia.








