Uma pesquisa realizada pelo Atlas em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira, 1º de novembro, apontou que 39,3% dos brasileiros se consideram alinhados à direita política. Esse levantamento revela uma polarização significativa no cenário político do país, com a direita bolsonarista, que representa 23,7% do eleitorado, superando a direita não bolsonarista, que conta com 15,6% de identificação.
Em contraste, o estudo indicou que 34,2% da população se identifica como de esquerda. Dentro deste grupo, 22,7% se posicionam como “lulistas”, enquanto 11,5% se definem apenas como de esquerda, sem uma associação direta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, 22,8% dos entrevistados se consideram independentes, sem uma vinculação clara a nenhuma das correntes políticas predominantes.
Entre os partidos mais populares entre os eleitores, o Partido dos Trabalhadores (PT), liderado por Lula, é mencionado por 23,8% dos entrevistados. O Partido Liberal (PL), que tem Jair Bolsonaro como uma de suas principais figuras, é citado por 21,3% da amostra, enquanto o recém-criado partido Missão, fundado por Renan Santos, obteve 7,1% das respostas. Esses dados refletem a dinâmica atual do eleitorado brasileiro, que continua dividido entre as duas principais figuras políticas do país.
A pesquisa foi conduzida entre 26 e 30 de junho e ouviu um total de 4.999 eleitores de diversas regiões do Brasil, utilizando um método de recrutamento digital aleatório. A margem de erro do levantamento é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04582/2026, garantindo a sua validade e credibilidade.
Esses resultados não apenas destacam a polarização política no Brasil, mas também levantam questões sobre a formação de alianças e estratégias eleitorais para o futuro próximo. Com a proximidade de novas eleições, a identificação política do eleitorado poderá influenciar significativamente o cenário político, afetando desde as campanhas até a governabilidade. A pesquisa evidencia, portanto, a necessidade de um diálogo mais amplo e inclusivo entre as diferentes vertentes políticas, a fim de promover uma maior coesão social e política no país.









