O ex-secretário da Fazenda de Minas Gerais, José Afonso Bicalho Beltrão da Silva, faleceu nesta segunda-feira, 6 de novembro, aos 78 anos. Bicalho ocupou o cargo durante a gestão do governador Fernando Pimentel, representando o Partido dos Trabalhadores (PT), entre os anos de 2015 e 2018. A causa do falecimento ainda não foi divulgada.
O velório de José Afonso Bicalho ocorrerá nesta terça-feira, 7 de novembro, das 13h às 16h, no Memorial Grupo Zelo, localizado no bairro Gutierrez, na Região Oeste de Belo Horizonte. Após a cerimônia, o corpo será cremado às 17h no Cemitério Parque da Colina. O ex-governador Fernando Pimentel expressou seu pesar pela perda, descrevendo Bicalho como “um amigo querido, companheiro dedicado e leal”, ressaltando que sua morte representa uma “perda inestimável”.
A trajetória de Bicalho na economia e na gestão pública é marcada por importantes contribuições. Ele era um economista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde também obteve seu mestrado. Posteriormente, Bicalho completou seu doutorado em Economia pela Universidade de Manchester, no Reino Unido. Sua carreira acadêmica incluiu a docência na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, onde influenciou diversas gerações de estudantes.
Além de sua atuação na Fazenda, Bicalho presidiu instituições financeiras significativas em Minas Gerais, incluindo o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e o Banco de Crédito Real. Também foi presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, demonstrando seu envolvimento com o setor agropecuário.
Helvécio Magalhães, ex-secretário de Planejamento durante o governo de Pimentel, destacou a importância de Bicalho, chamando-o de “um ser humano extraordinário” e “um dos grandes economistas mineiros de nosso tempo”. Ele enfatizou que Bicalho, apesar de suas conquistas acadêmicas e profissionais, nunca se afastou de suas raízes em Grão Mogol, cidade que o moldou.
Bicalho deixa um legado significativo na administração pública e na economia de Minas Gerais. Sua contribuição para as políticas fiscais e financeiras do estado será lembrada por aqueles que tiveram a oportunidade de trabalhar ao seu lado. O reconhecimento de sua trajetória é um testemunho do impacto que teve na vida econômica e social do estado, refletindo a importância de sua figura no cenário político e econômico mineiro.








