O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou nesta quarta-feira (8) que o Estreito de Ormuz só poderá ser aberto a partir de acordos firmados pelo Irã, e não por meio de ameaças dos Estados Unidos. A afirmação de Ghalibaf surge em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio, especialmente após uma nova onda de ataques americanos contra cidades iranianas, o que intensificou as hostilidades na região.
Em uma publicação na rede social X, Ghalibaf enviou uma mensagem contundente a Washington, alertando que “quem bate, acaba apanhando”. Ele criticou a postura dos EUA, afirmando que o país ainda não compreendeu que o bullying e a violação de promessas têm consequências. “Vou ser claro: quem bate, apanha. Não se debatam inutilmente, pois vão afundar ainda mais: o Estreito de Ormuz só se abre com acordos iranianos, não com ameaças americanas”, declarou, enfatizando a firme posição de Teerã em relação à situação.
A escalada de tensões se intensificou no final da tarde, quando o Comando Central dos EUA (CENTCOM) anunciou a realização de novos ataques contra o Irã. A ofensiva foi desencadeada poucas horas após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que o acordo temporário que buscava encerrar a guerra com o Irã havia chegado ao fim. O CENTCOM informou que os ataques tinham como objetivo diminuir a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, uma via vital para o comércio global.
Em sua comunicação, o CENTCOM responsabilizou o Irã por ações consideradas agressivas e injustificadas contra embarcações comerciais e civis que navegavam livremente em águas internacionais. A declaração sublinhou a preocupação dos EUA com a segurança na região, que é crucial para o transporte de petróleo e outros bens.
Após a ofensiva americana, relatos de países vizinhos, como Kuwait e Bahrein, indicaram o acionamento de sirenes de alerta, bem como a ocorrência de ataques com foguetes e drones. Esses eventos refletem a instabilidade crescente na área e o potencial para um conflito mais amplo, caso as tensões entre Irã e Estados Unidos continuem a se intensificar.
A situação no Estreito de Ormuz é particularmente sensível, pois cerca de 20% do petróleo mundial transita por essa passagem estratégica. A retórica belicosa e os ataques militares de ambas as partes levantam preocupações sobre a possibilidade de um confronto armado, que poderia ter repercussões significativas não apenas para a região, mas também para a economia global. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos desse conflito, que pode afetar as relações diplomáticas e comerciais em diversas esferas.









