A prática regular de atividade física é uma das principais orientações para o controle do acúmulo de gordura no fígado. Um novo estudo internacional, publicado em 9 de abril de 2026 no Journal of Sport and Health Science, traz importantes esclarecimentos sobre quais tipos de exercícios são mais eficazes e qual a quantidade ideal de atividade física necessária para alcançar resultados significativos na redução da gordura hepática.
A pesquisa analisou dados de 24 ensaios clínicos randomizados, que envolveram 961 adultos diagnosticados com doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica (MASLD). Os cientistas compararam diferentes modalidades de treinamento e concluíram que a combinação de exercícios aeróbicos e musculação é a estratégia mais eficiente para diminuir a gordura acumulada no fígado.
Além de identificar a eficácia dos tipos de exercícios, os pesquisadores também calcularam a quantidade semanal de atividade física necessária para obter resultados relevantes. Os dados indicaram que existe um limite em que o aumento do volume de treino resulta em ganhos menores. Observou-se que quanto maior o volume semanal de exercícios, maior a redução da gordura hepática. Em termos práticos, isso se traduz na realização de exercícios moderados por cerca de 30 minutos, cinco vezes por semana, ou em uma frequência menor de atividades mais intensas.
A esteatose hepática, comumente conhecida como gordura no fígado, afeta cerca de 30% da população mundial. Essa condição pode levar a alterações na função hepática, resultando em distúrbios do sono, como insônia e sonolência diurna, além de ciclos de descanso irregulares. No início, os sintomas geralmente são inespecíficos, manifestando-se como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto na região do lado direito do abdômen.
Para desenvolver as conclusões do estudo, os pesquisadores revisaram publicações até maio de 2025 em bases científicas internacionais, restringindo a análise a ensaios clínicos randomizados. Utilizaram um método estatístico que permite comparar diferentes modalidades de exercício simultaneamente, mesmo quando não foram avaliadas diretamente entre si em todos os estudos. Além disso, foi analisada a relação entre a quantidade semanal de atividade física e a redução da gordura no fígado.
Os autores do estudo enfatizam que a prática de atividade física deve ser adaptada às condições individuais de cada pessoa, levando em consideração fatores como idade, nível de condicionamento físico e a presença de outras doenças. Essa personalização é fundamental para garantir que todos possam se beneficiar das recomendações de exercícios, contribuindo para a saúde do fígado e o bem-estar geral.









