O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se posiciona como pré-candidato à Presidência da República, revelou em entrevista ao Flow Podcast, na noite de quarta-feira (15), que sua relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro está rompida. A declaração ocorre em um contexto de crescente desgaste público entre os dois, que se intensificou nas últimas semanas.
Durante a conversa, Flávio foi questionado sobre um vídeo em que Michelle critica sua atuação política. Ele afirmou que não assistiu ao material para evitar alimentar a polêmica. O senador destacou que sua principal prioridade é seguir a estratégia delineada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e conduzir sua pré-campanha de forma a não pressionar aliados a se engajar: “É uma questão de bom senso e de fidelidade à escolha do nosso líder, que é o presidente Jair Bolsonaro. Eu nunca pressionei para entrar na campanha ou para não entrar.”
Embora tenha declarado que a relação com Michelle se encontra em um ponto final, Flávio enfatizou que não guarda ressentimentos e que as portas de sua campanha permanecem abertas para a ex-primeira-dama, caso ela decida se envolver: “As portas vão estar sempre abertas para todo mundo que queira se engajar na campanha de corpo e alma.” Essa afirmação sugere uma disposição para reconciliar as diferenças, mesmo em um cenário de ruptura.
Flávio também expressou sua perplexidade em relação às críticas feitas por Michelle e mencionou que evitou expandir o conflito por respeito ao pai, Jair Bolsonaro. “Ela é esposa do meu pai, que eu sempre respeitei. Se não fosse por isso, acho que a situação teria sido resolvida antes”, declarou o senador, indicando que o respeito familiar ainda é um fator relevante em sua relação com a ex-primeira-dama.
Além das questões pessoais, Flávio Bolsonaro abordou a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro. Ele explicou que a escolha de produzir o longa nos Estados Unidos foi motivada por preocupações com possíveis interferências judiciais que poderiam ocorrer se as gravações fossem realizadas no Brasil. “Se o filme fosse feito aqui, alguém do Supremo ia dar uma canetada, inviabilizar a produção e perseguir os atores”, afirmou, ressaltando os desafios enfrentados por projetos que abordam temas políticos no país.
O senador também confirmou sua participação na busca por investidores para financiar o filme e comentou sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Flávio esclareceu que a aproximação com Vorcaro aconteceu antes do surgimento de investigações envolvendo o banqueiro e que, na época, não havia informações públicas que colocassem em dúvida sua reputação.
Essas declarações de Flávio Bolsonaro refletem não apenas a complexidade de sua vida pessoal, mas também os desafios políticos que enfrenta em sua trajetória rumo à presidência, em um cenário onde a imagem familiar e as alianças políticas desempenham um papel crucial.







