A diretora-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemge), Luísa Barreto, participou de uma audiência na Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quinta-feira, 16 de novembro, onde refutou as alegações de parlamentares da oposição sobre o suposto desaparecimento de mais de 60 itens do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial do governador.
Durante a audiência, deputados da oposição expressaram suas preocupações sobre a falta de informações referentes a esses bens. O deputado Leleco Pimentel, do Partido dos Trabalhadores (PT), destacou que durante uma visita ao palácio, não foi esclarecido o destino de diversos itens, afirmando que a questão envolve um patrimônio material e imaterial relevante para o estado. “Estamos fiscalizando, função desta Assembleia Legislativa”, enfatizou Pimentel, ao criticar a falta de transparência do governo.
A reunião foi marcada por momentos de tensão, com trocas de farpas entre os deputados da oposição e os da base governista. O deputado Duarte Bechir, do PSD, defendeu a postura do governo, afirmando que a tentativa de politizar o assunto era infundada. “Antes de perguntar ao estado, quiseram ir à Polícia Federal, tentaram politizar esse tema, como se os bens tivessem sido retirados do palácio. O governo está aqui para trazer todas as informações, mesmo com todas as ironias e agressões de alguns deputados”, argumentou Bechir, ao que o deputado Professor Cleiton, do PV, respondeu desafiando-o a levá-lo ao conselho de ética.
Luísa Barreto, ao apresentar a situação dos bens do Palácio das Mangabeiras, afirmou que não há desaparecimento de itens. “Todos estão armazenados e inventariados. Estão todos distribuídos entre os órgãos públicos. Temos o inventário, o que fizemos foi a sistematização e organização das informações”, declarou. Barreto também mencionou que, em 2017, 222 itens considerados inservíveis foram leiloados pelo Gabinete Militar do Governador, lembrando que a deterioração de alguns bens é natural ao longo do tempo.
A diretora da Codemge explicou que, em 2019, a gestão do palácio passou a ser responsabilidade da companhia, embora o local continue a ser patrimônio do estado. Desde então, o Palácio das Mangabeiras passou a funcionar como um espaço cultural e turístico, recebendo um grande número de visitantes. “De 2022 até 2026, foram 185 mil visitantes em mais de 230 eventos”, detalhou.
Inaugurado em 1955, o Palácio das Mangabeiras foi a residência oficial de 17 governadores mineiros. Em 2019, a antiga moradia oficial deixou de ser utilizada como tal e passou a ser administrada pela Codemge, que atualmente gerencia o local por meio de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). O palácio é utilizado para a realização de eventos públicos e privados, contribuindo para a valorização do patrimônio cultural e histórico de Minas Gerais.








