O senador Flávio Bolsonaro (PL) decidiu recusar a segurança oferecida pela Polícia Federal (PF) aos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. Em vez disso, o parlamentar optou pela proteção da Polícia Legislativa do Senado, que já se encarrega de sua segurança institucional há oito anos. A confirmação dessa escolha foi feita pela equipe do senador, após a PF disponibilizar escolta para os pré-candidatos ao Palácio do Planalto.
A recusa de Flávio Bolsonaro ocorre em um contexto de críticas dirigidas à condução da Polícia Federal. Em suas redes sociais, o senador justificou sua decisão, afirmando que preferiria que os recursos da PF fossem redirecionados para investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele mencionou que, segundo a justificativa do chefe da PF para não investigar Lulinha, acusado de receber pagamentos ilegais relacionados ao INSS, a falta de eficácia seria a razão para a inação. “Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar Lulinha – acusado de receber mensalinho do Careca do INSS – foi a falta de eficácia, quero dar a minha contribuição para que o dinheiro roubado no governo Lula seja devolvido aos aposentados”, declarou.
Além disso, Flávio expressou sua falta de confiança no atual comando da PF, insinuando que o chefe da corporação poderia ser um “infiltrado” em sua campanha. Ele assegurou que, em caso de vitória nas eleições presidenciais, a categoria dos policiais federais seria “valorizada” e teria “autonomia”. “A partir de 2027 nossos Policiais Federais serão valorizados, voltarão a ter autonomia para trabalharem e investigarem bandidos, ao invés de receberem ordens para perseguir opositores de Lula”, afirmou.
Por outro lado, a Polícia Federal mantém seu planejamento de segurança para todos os candidatos à Presidência durante o período eleitoral. Essa proteção é uma das atribuições da PF, que visa garantir a integridade dos participantes da disputa. A segurança oferecida pela PF é considerada essencial, especialmente em um cenário político marcado por polarizações e tensões.
De acordo com a assessoria do senador Flávio Bolsonaro, a Polícia Legislativa conta com profissionais altamente especializados em segurança de autoridades, que possuem treinamento em inteligência, inclusive em nível internacional, além de equipamentos adequados para a proteção institucional. Essa escolha reflete uma estratégia do senador em buscar uma segurança que ele considera mais alinhada com suas necessidades e com sua visão sobre o papel da PF.
A decisão de Flávio foi tomada no início das convenções partidárias para as eleições de 2026, que devem ocorrer até o dia 5 de agosto, quando os partidos e federações oficializarão seus candidatos e alianças. A campanha eleitoral começará oficialmente em 16 de agosto, com o primeiro turno das eleições marcado para o dia 4 de outubro. A escolha de segurança do senador pode repercutir no cenário político, uma vez que destaca a sua postura crítica em relação à atual gestão da Polícia Federal e sua proposta de valorização da corporação.








