O Partido Democrático Trabalhista (PDT) formalizou, na última segunda-feira (20), seu apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição nas eleições de 2026. A decisão foi divulgada durante a convenção nacional da sigla, que ocorreu em Brasília, e representa o retorno da aliança entre PDT e PT já no primeiro turno da disputa presidencial.
O evento contou com a presença do presidente Lula, do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, além de diversos parlamentares, dirigentes e pré-candidatos da legenda. Em seu discurso, Lula expressou sua determinação em concorrer novamente à presidência, afirmando que, apesar de seus 80 anos, está mais motivado e preparado do que quando foi eleito pela primeira vez aos 57 anos. “Eu tenho 80 anos de idade. E hoje estou mais motivado e mais preparado do que quando eu tinha 57 anos e fui eleito presidente da República pela primeira vez”, declarou.
Carlos Lupi, ao justificar o apoio, destacou que a decisão é uma escolha por coerência política, ressaltando que o atual cenário eleitoral limita as chances de uma candidatura própria do PDT à presidência. Segundo Lupi, o foco da legenda é fortalecer um campo político que considera democrático e popular, o que torna a aliança com o PT uma estratégia viável e necessária.
Durante a convenção, foram discutidas também as estratégias eleitorais do PDT para as eleições de outubro e a formação de alianças nos estados. Este apoio a Lula marca uma mudança significativa na postura do PDT em relação às últimas duas eleições presidenciais, nas quais a legenda lançou o ex-ministro Ciro Gomes como candidato ao Palácio do Planalto. Ciro Gomes deixou o PDT em outubro de 2025 e atualmente é filiado ao PSDB. Com essa nova aliança, o PDT retoma sua participação na coligação presidencial liderada pelo PT já no primeiro turno.
Além de confirmar o apoio a Lula, a convenção também apresentou alguns dos principais nomes que concorrerão a cargos estaduais pela legenda. Entre os pré-candidatos anunciados, destacam-se aqueles que disputarão o Senado e outras posições relevantes. O ex-governador Roberto Requião, por exemplo, foi mencionado como pré-candidato a deputado federal pelo Paraná, ao lado de deputados federais da legenda e lideranças estaduais. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, também esteve presente no evento.
Apesar da aliança formal entre PDT e PT em nível nacional, ambos os partidos informaram que a composição das chapas nos estados será determinada pelos diretórios regionais. Isso implica que, em algumas disputas estaduais, as duas legendas poderão apoiar candidatos diferentes, conforme as negociações locais e as realidades políticas de cada estado. Essa flexibilidade na formação de alianças regionais poderá influenciar a dinâmica eleitoral em diversos locais, refletindo a diversidade de interesses e estratégias das duas legendas.








