Lando Norris, da McLaren, foi o piloto mais veloz no terceiro e último treino livre para o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1, realizado na manhã deste sábado (25). Com o tempo de 1:17.939, o piloto britânico assumiu a liderança da sessão, marcando o fim da sequência de domínio da Ferrari, que havia comandado as duas primeiras sessões de treinos livres disputadas neste fim de semana no Hungaroring.
Na primeira sessão de hoje, conhecida como TL1, Charles Leclerc mostrou-se o mais rápido entre os carros de Ferrari, sinalizando que a equipe italiana vinha com o ritmo adequado para o fim de semana húngaro. Já na TL2, disputada mais tarde, o tempo mais rápido ficou com Lewis Hamilton, reforçando o posicionamento da Mercedes como adversário próximo à Ferrari. Foi neste cenário de alternâncias que Norris surgiu como referência no TL3, com uma marca que, ao final da sessão, o colocou à frente de todos os rivais.
No terceiro treino livre, Norris teve Hamilton logo atrás, concluindo a sessão em segundo lugar a apenas 0,117 segundos do melhor tempo. O líder atual do campeonato de pilotos, Kimi Antonelli, da Mercedes, completou o top 3, consolidando o desempenho da equipe alemã no conjunto de treinos. O momento, porém, não diminui a presença de Norris como favorito para o fim de semana, já que os treinos livres servem principalmente para ajustes de setup, testes de pneus e leitura de dados em diferentes condições de pista antes da classificação de hoje.
Entre os pilotos que buscaram manter o ritmo e aproveitaram a última hora de preparação, Gabriel Bortoleto, da Audi, ficou com o 11º tempo. O piloto brasileiro chega ao GP da Hungria em uma boa fase: ele somou pontos nas duas corridas anteriores, em Silverstone e Spa-Francorchamps, o que representa um impulso significativo para o seu campeonato e para a equipe Audi nesta etapa europeia da temporada. A posição no treino mostra que a equipe pode trabalhar a partir de um patamar recente de desempenho para a qualificação, ainda que o resultado final no grid dependa de uma combinação de estratégia, tráfego na pista e também de como cada piloto explorará as características do Hungaroring durante a sessão de classificação.
Contexto do fim de semana e o que se espera da Hungria
O Hungaroring é conhecido por seu traçado sinuoso e por exigir alta especificidade de setups, com curvas lentas, demanda constante por aderência e gerenciamento de pneus. Esses elementos costumam tornar a disputa entre equipes mais acirrada, uma vez que cada décimo de segundo pode influenciar a posição no grid. O terceiro treino livre costuma funcionar como um termômetro importante para as equipes avaliarem o equilíbrio dos carros sob condições que se aproximam daquelas de classificação, o que ajuda a escolher a melhor configuração para o qualifying e, posteriormente, para a corrida de domingo.
Implicações para a classificação e para a corrida no sábado
Os resultados do TL3, com Norris à frente, indicam que a McLaren encontrou uma configuração competitiva suficiente para desafiar Ferrari e Mercedes na etapa de Hungaroring. Ainda assim, a disputa entre Leclerc, Hamilton e Antonelli permanece aberta, com pequenas margens que podem definir o grid de largada. A posição de Bortoleto, por sua vez, reforça a ideia de que a Audi está buscando manter e ampliar seu ritmo em uma pista onde cada decisão estratégica pode ter impacto significativo no desempenho do carro e, consequentemente, nas oportunidades de pontuação.
À medida que a sessão de classificação se aproxima, as atenções se voltam para a leitura de traçado, estratégia de pneus e o comportamento dos carros com diferentes compounds. O resultado do treino final traz, naturalmente, avaliações sobre quem chegou mais preparado para o confronto direto com o tempo de volta, as condições de borracha na pista e a formação de filas na hora de buscar a melhor volta. Em suma, o TL3 consolida uma leitura de que o GP da Hungria pode reservar surpresas, mesmo para equipes que estavam dominando as primeiras sessões do fim de semana.







