O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu o desmembramento das investigações para apurar a possível participação de Vinícius Moreira Mitre, primo de Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, no latrocínio que resultou na morte da idosa e do marido, Cláudio Atala Inácio, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A solicitação está contida na denúncia apresentada nesta quarta-feira (29) contra a diarista Paola Stefany Neto Cirino e o comerciante Leonardo do Nascimento. A peça aponta indícios de que Paola chegou ao apartamento já com a intenção de praticar o roubo e tinha ciência da condição financeira das vítimas. Além disso, o MP destaca que Paola ligou para Vinícius durante a ação criminosa; segundo a versão apresentada pelo próprio primo da vítima, a diarista informou que Maria Clotilde não estava bem, mas ele não adotou qualquer providência diante da comunicação.
Na denúncia, o MP também sustenta que ainda há fatos a esclarecer em relação à participação de Vinícius, o que motivou o pedido de desmembramento para que a Polícia Civil possa prosseguir com a apuração específica sobre o primo da vítima. Até o momento, Vinícius Mitre não foi denunciado no processo. A acusação apresentada pelo MPMG, no entanto, responsabiliza Paola Stefany por latrocínio, fraude processual e furto mediante fraude. Leonardo do Nascimento é denunciado pela prática de furto mediante fraude, envolvendo o uso dos cartões bancários pertencentes ao casal após o crime.
Os detalhes do caso indicam que o casal de idosos, Cláudio Atala Inácio (75 anos) e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio (76 anos), foi encontrado morto no apartamento em que morava, no São Pedro, em Belo Horizonte, no dia 29 de junho. As investigações da Polícia Civil apontaram Paola Stefany Neto Cirino como principal suspeita, já que ela foi contratada para realizar a faxina e foi presa em um hotel na cidade de Itabira, poucas horas após o crime, quando tentava fugir com o filho para outro estado. Ao longo da apuração, a polícia recuperou parte dos bens roubados, identificou pessoas que compraram objetos do apartamento e concluiu que a motivação do crime era patrimonial. Segundo as circunstâncias, após matar o casal, Paola teria vendido relógios, joias e outros pertences por valores aquém do mercado, utilizado os cartões bancários das vítimas e tentado apagar vestígios da cena do crime antes de fugir.








