Na noite desta quarta-feira, 29 de novembro de 2023, um incidente envolvendo um ônibus da linha 2290, que realiza o trajeto entre o Bairro Nacional, em Contagem, e Belo Horizonte, chamou a atenção por problemas mecânicos e pela ausência de assistência aos passageiros. O veículo apresentou fumaça e cheiro de borracha queimada durante a viagem, gerando preocupação entre os ocupantes e uma série de reclamações relacionadas à falta de suporte por parte do motorista após o desembarque dos usuários.
O episódio ocorreu na rua Geraldo Rocha, nas imediações do Bairro Nacional, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo relatos de uma passageira que preferiu não se identificar, o ônibus começou a exalar uma quantidade significativa de fumaça enquanto transitava pelo local. Ao perceber o problema, o motorista interrompeu o percurso e pediu que todos os passageiros desembarcassem, alegando uma falha mecânica. Contudo, após a saída dos usuários, o condutor teria retomado a viagem com o ônibus, deixando os passageiros no local sem fornecer orientações sobre como prosseguir ou alternativas de transporte.
A situação agravou-se pelo fato de que, ao passarem outros ônibus da mesma linha, os passageiros que haviam desembarcado não puderam embarcar novamente sem pagar uma nova tarifa, o que causou transtornos e prejuízos financeiros para quem precisava chegar ao destino. Como consequência, muitos usuários recorreram ao uso de aplicativos de transporte para continuar a viagem, o que implicou custos adicionais, além do desconforto gerado pela falta de assistência adequada.
A denúncia reforça a preocupação com a conduta do motorista e a resposta da empresa responsável pelo transporte, apontando uma ausência de suporte e de ações efetivas para garantir a segurança e o bem-estar dos passageiros. Em resposta ao incidente, o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) informou que irá convocar o veículo para uma vistoria técnica, a fim de verificar as condições de conservação e funcionamento do ônibus. O órgão destacou que qualquer irregularidade identificada poderá resultar na aplicação de autuações, conforme as normas que regulam o sistema de transporte metropolitano no estado.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) declarou que a falha mecânica foi pontual, justificando a emissão de fumaça e o cheiro de borracha queimada. Segundo a entidade, o motorista interrompeu o percurso para averiguar a origem do problema e constatou que não havia risco de incêndio ou qualquer perigo imediato aos passageiros. Ainda de acordo com o sindicato, após os esclarecimentos, parte dos passageiros optou por desembarcar por conta própria, enquanto os demais seguiram viagem de forma segura.
O Sintram afirmou que, como o veículo não foi desligado ou substituído, o sistema de transporte registrou a retomada da operação como uma nova viagem, após os passageiros remanescentes embarcarem em outro ônibus minutos depois. A entidade também ressaltou que situações específicas, como essa, podem ser analisadas pelos canais oficiais de atendimento às vítimas de problemas mecânicos.
Na mesma noite, o ônibus passou por manutenção corretiva, tendo a falha resolvida, e foi liberado para retornar às operações após as verificações técnicas necessárias. O episódio evidencia a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa por parte das autoridades e de ações que garantam maior segurança e assistência aos usuários do transporte público na região metropolitana de Minas Gerais, reforçando a importância de melhorias na gestão e na manutenção dos veículos utilizados na frota.








