O pré-candidato ao cargo de presidente da República pelo partido Novo, Romeu Zema, criticou duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por supostamente cometer uma prática considerada ilícita eleitoral ao solicitar votos antes do dia 16 de agosto, data limite estabelecida pela legislação eleitoral brasileira para pedidos de apoio explícito durante o período de campanha. A declaração foi feita neste sábado, 1º de agosto, por meio de publicações nas redes sociais, onde Zema também dirigiu críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), questionando se a corte irá agir de forma independente ou manterá uma postura de alinhamento com o PT, partido de Lula.
Durante a convenção do Partido dos Trabalhadores (PT) que oficializou o nome de Jerônimo Rodrigues como candidato ao governo da Bahia, Lula realizou pedidos explícitos de votos para si e para os candidatos do PT ao Senado, Jaques Wagner e Rui Costa. Na ocasião, Lula pediu votos para si mesmo nas eleições de outubro, além de reforçar o apoio aos seus aliados, o que, segundo Zema, constitui uma infração às regras eleitorais, uma vez que a legislação proíbe manifestações de apoio explícito antes do prazo legal. Zema divulgou trechos do evento e afirmou que Lula cometeu um “ato ilícito eleitoral, pedindo voto de maneira escancarada”, o que, na visão do ex-governador de Minas Gerais, configura uma afronta às normas estabelecidas.
Além das críticas ao conteúdo da campanha de Lula, Zema também se manifestou sobre o tratamento dado pelo presidente ao senador Jaques Wagner, que é investigado por suposta ligação com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Zema destacou que Lula se referiu a Wagner como “líder do governo no Senado”, mesmo com o fato de que Wagner está sob investigação pela Polícia Federal por suspeitas de ter recebido aproximadamente 3,5 milhões de reais em propinas e de possuir um apartamento de luxo, além de sua ligação com o Banco Master, envolvido em um escândalo financeiro de grande repercussão.
O ex-governador de Minas também reclamou das ações de Lula, que, segundo ele, “está acima da lei”, ao apontar que, enquanto Lula faz pedidos públicos de votos e realiza atos considerados ilegais, ele próprio enfrenta processos e investigações por ações consideradas menores, como a publicação de vídeos com fantoches em redes sociais, utilizados por Zema para criticar sua própria perseguição judicial.
A situação se agravou ainda mais com a repetição do pedido de votos feito por Lula durante a convenção do PT, que oficializou Jerônimo Rodrigues como candidato ao governo da Bahia. Apesar de a legislação eleitoral proibir pedidos explícitos de voto antes de 16 de agosto, Lula reforçou sua solicitação de apoio de forma reiterada, afirmando: “Depois que vocês votarem em deputado estadual, deputado federal, senador e em Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, votem em mim, que agradeço a todos vocês a lembrança”. Essa postura foi vista por opositores como uma afronta às normas eleitorais e uma tentativa de antecipar a campanha oficial, gerando críticas por parte de setores que defendem a observância estrita às regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.








