O chimpanzé Serafim, residente do Zoológico de Belo Horizonte, foi diagnosticado nesta quarta-feira, 16 de setembro, com uma lesão cerebral após a realização de exames de imagem, incluindo tomografia e ressonância magnética. O animal, que tem 39 anos de idade, encontra-se sob cuidados intensivos da equipe médico-veterinária do zoológico, e seu estado de saúde é considerado “fragilizado” pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica de Belo Horizonte (FPMZB).
De acordo com informações oficiais, Serafim foi internado no Hospital Veterinário do zoológico no dia 25 de agosto, inicialmente para exames periódicos de rotina. O motivo da internação foi a necessidade de monitoramento devido às condições de saúde do animal, que apresenta fatores de risco associados à sua idade avançada. Entre esses fatores, destacam-se o diabetes crônico do tipo 2, dependente de insulina, e uma vasculopatia, uma condição vascular decorrente do diabetes que compromete a circulação sanguínea e fragiliza sua saúde geral.
Nos últimos dias, o chimpanzé apresentou um quadro clínico severo de hipoglicemia — uma redução perigosa nos níveis de glicose no sangue — que foi acompanhada por comprometimento neurológico. Esses sintomas agravaram a condição de Serafim, levando à realização de exames de imagem detalhados que identificaram a lesão cerebral. A equipe médica vem realizando um monitoramento contínuo e suporte intensivo para tentar estabilizar o quadro do animal, que permanece internado no Hospital Veterinário do zoológico sob cuidados especializados.
A administração do zoológico, por meio da PBH (Prefeitura de Belo Horizonte), reforçou que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para acompanhar e estabilizar a saúde de Serafim. A situação do chimpanzé é considerada delicada, e o animal recebe suporte contínuo para tentar minimizar os efeitos da lesão cerebral e de suas condições pré-existentes.
Histórico de perdas no Zoológico de Belo Horizonte
O ano de 2025 foi marcado por perdas de animais no Zoológico de Belo Horizonte. Em 11 de novembro, morreu a leoa africana Pretória, uma das recentes aquisições do parque, que veio a falecer após uma breve adaptação ao novo ambiente. Um dia após, em 12 de novembro, o chimpanzé Kelly também faleceu, vítima de uma parada cardiorrespiratória, poucos dias após sua chegada ao zoológico. Ambos os animais tiveram chegada recente ao parque, e suas mortes foram consideradas eventos trágicos, que reforçam os desafios de manejo de espécies de grande porte em ambientes de cativeiro.
Além dessas perdas, o zoológico já havia registrado, em 2019, a morte do chimpanzé Lunga, aos 17 anos, que apresentou comportamento alterado e indisposição antes de falecer horas após a observação médica. Essas ocorrências evidenciam o delicado estado de saúde de animais de idade avançada no zoológico de Belo Horizonte, que demanda cuidados constantes e monitoramento rigoroso por parte da equipe veterinária.
A situação de Serafim reforça a importância de uma atenção contínua às condições de saúde dos animais do parque, especialmente aqueles com fatores de risco associados à idade ou a doenças crônicas. As autoridades do zoológico continuam acompanhando o caso de perto, buscando oferecer o melhor suporte possível ao chimpanzé nesta fase delicada de sua vida.








