Nesta terça-feira, 5 de agosto, encerra-se o prazo para a realização das convenções partidárias em Minas Gerais, momento em que os partidos devem oficializar suas candidaturas às eleições de 2024. Até o momento, o cenário político do estado permanece marcado por incertezas, especialmente na disputa pelo governo mineiro, onde ainda não há um nome consolidado do campo da direita bolsonarista. A principal candidatura ligada a esse espectro, de Cleitinho (Republicanos), encontra-se praticamente descartada pelos próprios filiados ao partido, que avaliam alternativas internas. Entre os nomes considerados estão Flávio Roscoe, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), e Vittorio Medioli, empresário e ex-prefeito de Belo Horizonte, ambos vistos como possíveis candidatos a uma vaga na disputa ao Executivo estadual.
A fragmentação no espectro partidário de direita é evidente. Além da situação de Cleitinho, há um terceiro grupo que defende apoio ao nome de Marcelo Aro (PP), ex-secretário de Estado de Governo, que mantém articulações junto à Federação União Progressista e possui alinhamento político com o Republicanos. Essa divisão reforça o quadro de instabilidade e disputa interna por espaços na chapa de direita, dificultando a formação de uma candidatura única ou mais coesa até o prazo final das convenções.
No âmbito das candidaturas já formalizadas, destaca-se que, até agora, apenas a de Gabriel Azevedo (MDB) tem a composição de sua chapa de vice definida. A escolha recaiu sobre a vereadora Maria Helena, do MDB de Montes Claros, anunciada nesta terça-feira. Outras candidaturas ainda aguardam decisões finais; entre elas, a do atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD). Sua chapa permanece sem definição de vice, após sua ruptura com o grupo de Marcelo Aro. Inicialmente, a aliança de Simões contava com nove partidos, mas esse número reduziu para quatro, incluindo PSD, Avante, Novo e DC.
O partido Novo, por sua vez, já indicou dois nomes possíveis para compor a chapa de vice de Mateus Simões: a vereadora Fernanda Altoé e o ex-deputado federal Tiago Mitraud. No campo do PDT, a estratégia envolve uma coligação com o PSDB, de Aécio Neves, que deverá indicar um nome para vice na chapa, fortalecendo a disputa do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que busca consolidar sua candidatura com apoio tucano.
No espectro do campo lulista, o deputado federal Patrus Ananias (PT) trabalha na construção de uma aliança que inclui o Federação PT, PV e PC do B, além de buscar apoio do PSB e da Federação Rede-PSOL. A única candidatura confirmada até o momento nesta chapa é a de Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, para uma vaga no Senado Federal.
O prazo final para o registro das chapas na Justiça Eleitoral está marcado para 15 de agosto. Até lá, as legendas continuam a empurrar suas definições para essa data, delegando às executivas estaduais a responsabilidade de tomar decisões que, por vezes, têm sido adiadas ou revistas devido às complexidades internas e às negociações em andamento. Essa dinâmica reflete a dificuldade de consolidar candidaturas em um cenário político ainda em formação, marcado por disputas internas e alianças que ainda estão sendo costuradas.









