O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Partido Novo), manifestou duramente sua opinião sobre a legislação ambiental brasileira durante entrevista concedida à GloboNews. Ao ser questionado sobre o tema, Zema afirmou que a legislação vigente no país é “burra” e citou exemplos de grandes obras hidrelétricas, como Belo Monte, Santo Antônio e as termoelétricas, para ilustrar sua crítica. Segundo ele, a legislação atual não apenas impede avanços, mas também promove ações que geram maior impacto ambiental do que as próprias atividades que busca preservar.
De acordo com Zema, as hidrelétricas de fio d’água, que produzem aproximadamente 5% a 10% do potencial energético dessas usinas, são prejudicadas por restrições legais que dificultam a construção de reservatórios. Como consequência, o Brasil tem investido em termoelétricas, que utilizam combustíveis fósseis e são mais poluentes, alegando que essa é uma solução que contraria a preservação ambiental. “Olha que preservação ambiental bonita a nossa. O que polui mais do que queimar combustível fóssil, que está sendo queimado, porque Belo Monte e Santo Antônio não podiam ter reservatório? Será que isso que é preservar ambiente?”, questionou.
Apesar de defender a preservação do meio ambiente, Zema afirmou que também é favorável ao desenvolvimento econômico e social do país. Ele destacou que muitas obras essenciais, como o Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte, permanecem paradas por causa de questionamentos ambientais considerados por ele excessivos. Segundo o ex-governador, uma comunidade que alegue impacto ambiental, mesmo estando a seis quilômetros de uma obra, consegue atrasar sua implementação por um ano, o que, na sua visão, prejudica o progresso e o benefício à população.
Zema reforçou sua posição ao afirmar que a legislação deve ser mais flexível para permitir que projetos de infraestrutura avancem, especialmente em um país com altos índices de pobreza e fome. Ele sugeriu que a remoção de obstáculos ambientais, como a retirada de pequenos animais considerados ameaçados, deve ser uma prioridade para que obras que beneficiam milhões de brasileiros possam ser realizadas sem entraves desnecessários. Como exemplo, citou o projeto do Rodoanel, que aguarda há mais de um ano o início das obras por causa de alegações ambientais de uma comunidade que, segundo ele, não representa a maioria da população.
Antes de sua trajetória política, Zema atuava no setor privado, comandando uma rede de eletrodomésticos, concessionárias de veículos e outros negócios, entre 1991 e 2016. Sua filiação ao Partido Novo ocorreu em janeiro de 2018, o mesmo ano em que lançou sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Apesar de iniciar com baixa intenção de votos, surpreendeu as eleições ao obter 42,73% dos votos no primeiro turno, liderando a disputa. No segundo turno, venceu o então senador Antônio Anastasia, com mais de 70% dos votos válidos. Em 2022, Zema foi reeleito governador de Minas Gerais, desta vez com 56,18% dos votos, conquistando o mandato ainda no primeiro turno.








