A defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, entrou com um pedido junto ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, solicitando o adiamento do depoimento do empresário, agendado para o dia 30 de setembro. Este é o segundo requerimento feito pelos advogados para postergar a oitiva, que faz parte das investigações relacionadas ao grupo conhecido como “A Turma”. A solicitação ocorre em meio à controvérsia sobre o acesso completo aos autos do inquérito conduzido pela Polícia Federal, que investiga possíveis irregularidades envolvendo o grupo financeiro.
Segundo os advogados de Vorcaro, eles ainda não receberam cópias integrais do inquérito, o que, na visão da defesa, compromete a preparação do empresário para responder às perguntas dos delegados responsáveis pela investigação. O acesso aos dados é considerado fundamental para que Vorcaro possa elaborar uma defesa adequada e esclarecer sua versão dos fatos. Além disso, a defesa também requereu o acesso às informações extraídas dos telefones de outros investigados, além de Vorcaro, que está preso desde março deste ano.
De acordo com os advogados, Vorcaro estaria disposto a colaborar com as investigações e prestar esclarecimentos às autoridades. No entanto, para isso, ele alega que necessita de pelo menos dez dias úteis para analisar detalhadamente o material obtido, conversar com seus advogados e se preparar adequadamente para o depoimento. A defesa enfatiza que, sem o acesso completo aos autos, não há condições de realizar o depoimento na data inicialmente prevista.
O caso Master, que envolve Vorcaro, é tratado de forma temporária pelo gabinete de Edson Fachin, que mantém sob sua responsabilidade a análise do inquérito. A decisão de Fachin de manter o caso sob sua tutela reflete a complexidade das investigações e a relevância do processo, que apura possíveis irregularidades envolvendo o grupo financeiro e suas operações.
A solicitação de adiamento por parte da defesa reforça a controvérsia sobre o acesso aos autos do inquérito, uma questão que tem sido central nas investigações relacionadas ao grupo “A Turma”. A defesa argumenta que, sem o acesso integral às informações, não há condições de garantir a ampla defesa de Vorcaro, o que é um direito constitucional. A decisão final sobre o pedido de adiamento e o acesso aos autos ainda não foi divulgada, permanecendo sob análise do STF.









