Belo Horizonte registrou nesta segunda-feira (10) a terceira maior temperatura do ano, marcando um recorde de calor incomum para o período de inverno na cidade. A temperatura máxima oficial, de acordo com dados da Defesa Civil Municipal, foi de 34,5°C, registrada às 13h45 na regional Venda Nova. Este dado evidencia um episódio de calor extremo que se estendeu ao longo de um fim de semana marcado por temperaturas recordes e condições atmosféricas incomuns para a estação.
O episódio de calor intenso ocorreu após um fim de semana em que os termômetros atingiram marcas elevadas, com destaque para o domingo (9), quando os registros chegaram a 34,7°C, e o primeiro dia de 2026, que apresentou uma temperatura próxima a 34,8°C. Estes valores não apenas representam recordes para o inverno atual, mas também se configuram como as maiores temperaturas já registradas na cidade para o mês de agosto nos últimos 65 anos. Além disso, a temperatura de domingo foi a mais alta do mês em toda a série histórica de registros, reforçando a excepcionalidade do fenômeno.
O inverno, que começou oficialmente em 21 de junho e se estenderá até 22 de setembro, apresentou, neste ano, temperaturas consideradas elevadas para a estação. Os últimos quatro dias, incluindo esta segunda-feira, figuram entre as dez maiores temperaturas já registradas na estação durante o período de inverno de 2026, ocupando as quatro primeiras posições do ranking. Tal situação é atribuída à atuação de uma massa de ar quente e seco que permaneceu sobre o estado de Minas Gerais durante o fim de semana, contribuindo para a elevação das temperaturas.
A presença de condições de calor extremo levou os órgãos meteorológicos a emitir alertas de ondas de calor para Belo Horizonte. Na última sexta-feira (7), por exemplo, foi emitido um alerta de risco de onda de calor, reforçando a gravidade da situação. Além das temperaturas elevadas, a umidade relativa do ar na capital mineira também preocupa as autoridades de saúde e meteorologia. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a cidade encontra-se sob alerta laranja devido ao tempo seco, com previsão de que os índices de umidade possam atingir níveis entre 20% e 12%, valores considerados críticos.
A baixa umidade do ar aumenta significativamente o risco de incêndios florestais, além de causar efeitos adversos à saúde pública, como ressecamento da pele, irritação nos olhos, boca e nariz, além de desconfortos respiratórios. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é que a umidade relativa do ar esteja entre 50% e 60%, o que está longe de ser atingido neste momento na capital mineira. Assim, a combinação de temperaturas elevadas e baixa umidade reforça a necessidade de atenção por parte da população e das autoridades, diante do risco de problemas de saúde e de incêndios na região.
Este fenômeno de temperaturas incomuns durante o inverno em Belo Horizonte evidencia as mudanças climáticas e as variações atmosféricas que vêm se tornando mais frequentes, exigindo monitoramento constante e ações preventivas para minimizar os impactos à saúde pública e ao meio ambiente.









