O CEO do Grupo Cimed, João Adibe Marques, um dos principais patrocinadores do Cruzeiro, afirmou que a empresa pretende expandir sua presença no futebol brasileiro, manifestando o desejo de patrocinar todas as equipes do país. A declaração ocorreu em meio ao veto do governo brasileiro às casas de apostas, uma medida que, segundo o empresário, elimina a concorrência de grandes empresas do setor de apostas, abrindo espaço para que marcas como a sua possam ampliar suas ações no esporte nacional.
João Adibe Marques destacou que, com a proibição das casas de apostas, a oportunidade surge para a Cimed consolidar sua presença em diversos clubes de futebol, incluindo times de diferentes regiões e divisões do campeonato brasileiro. Ele afirmou: “É a nossa chance agora. A gente sempre teve o sonho de patrocinar todos os clubes do Brasil, através da nossa marca Super. Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo-PB, Pouso Alegre…”, reforçando seu interesse em estabelecer parcerias com várias equipes do cenário esportivo nacional. Além disso, o empresário incentivou os funcionários da empresa a entrarem em contato com clubes interessados em futuras parcerias, demonstrando entusiasmo com a possibilidade de ampliar sua atuação no futebol.
A Cimed, além de patrocinar clubes de futebol, mantém uma presença significativa na seleção brasileira, patrocinando a equipe nacional de futebol. Sua parceria com o Cruzeiro teve início em 2022, quando a administração do clube ainda era conduzida por Ronaldo Nazário, atual presidente da SAF (Sociedade Anônima do Futebol). João Adibe, que possui uma fábrica em Minas Gerais, mantém uma relação próxima com o presidente do Cruzeiro, Pedro Lourenço, o que facilita a manutenção e possíveis ampliações de patrocínios.
No aspecto de branding, a marca da farmacêutica Cimed deixou de ser estampada nos uniformes do Cruzeiro em 2026, sendo substituída pela linha Super Cimed, que aparece na região das omoplatas dos jogadores. Essa linha é dedicada a produtos de higiene pessoal e cuidados diários, refletindo uma estratégia de marketing focada em produtos de consumo de alta frequência.
A declaração de João Adibe Marques reforça a expectativa de que, com a proibição das casas de apostas, empresas do setor farmacêutico e de outros segmentos possam aproveitar a oportunidade de ampliar suas ações no esporte, buscando maior visibilidade e engajamento junto ao público. O movimento também evidencia uma mudança no cenário de patrocínios esportivos no Brasil, que pode se transformar à medida que o mercado de apostas, antes bilionário e altamente competitivo, fica restrito às empresas autorizadas pelo governo.







