A menos de dois meses do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro, os candidatos considerados da terceira via continuam com desempenho modesto nas pesquisas de intenção de voto. Os levantamentos mais recentes indicam que Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) permanecem com percentuais de voto bastante distantes dos principais concorrentes, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), sem sinais de crescimento expressivo.
Os três principais levantamentos nacionais divulgados recentemente revelam uma estabilidade na preferência dos eleitores por esses nomes. Na pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta terça-feira, dia 11 de agosto, Caiado aparece com 4% das intenções de voto, Zema com 3,3% e Renan com 2,8%. Para comparação, Lula registra 42,4% e Flávio Bolsonaro, 28,7%. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 5 e 9 de agosto, apresentando uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06935/2026.
A análise comparativa com a rodada anterior da mesma pesquisa mostra pouca variação. Em junho, Caiado também tinha 4%, Zema tinha 2,8% e Renan, 2%. Assim, o ex-governador de Goiás manteve seu percentual, enquanto as oscilações de Zema e Renan permaneceram dentro da margem de erro, indicando estabilidade na preferência do eleitorado por esses nomes.
Outro levantamento, realizado pelo BTG/Nexus e divulgado na segunda-feira, dia 10, apresenta cenário semelhante. Caiado aparece com 5%, Renan com 4% e Zema com 3%, contra 40% de Lula e 35% de Flávio Bolsonaro. A distância entre o terceiro colocado e o segundo, neste caso, chega a 30 pontos percentuais. A pesquisa ouviu 2.001 eleitores por telefone entre os dias 7 e 9 de agosto, também com margem de erro de dois pontos percentuais, e classifica o cenário como de estabilidade em relação à rodada de agosto.
A pesquisa Genial/Quaest, divulgada na semana passada, reforça essa tendência de pouca variação. Caiado e Renan aparecem com 4% cada, Zema com 2%, enquanto Lula tem 39% e Flávio, 30%. Na rodada anterior, de julho, Caiado também tinha 4%, Zema oscilou de 2% para 2% e Renan manteve 3%, indicando que, até o momento, esses candidatos não conseguiram ampliar sua base de apoio de forma significativa.
Embora os cenários de segundo turno apresentem uma leve mudança na preferência dos eleitores, esses nomes ainda não demonstram força suficiente para disputar uma vaga na segunda fase do pleito. No levantamento do BTG/Nexus, Caiado aparece com 42% contra 46% de Lula, Zema com 40% contra 47% do ex-presidente e Renan com 37% contra 46% de Lula, indicando empate técnico. Essas diferenças, porém, permanecem dentro da margem de erro, demonstrando que o cenário é de estabilidade e pouca movimentação na corrida presidencial.
Outro fator que contribui para o cenário atual é a estrutura partidária dos candidatos. Caiado, pelo PSD, possui candidaturas próprias ao governo em 12 estados e no Distrito Federal, mas nem todas as alianças estaduais garantem apoio efetivo à sua candidatura presidencial. O partido, segundo apuração do Metrópoles, tende a manter neutralidade em algumas disputas estaduais devido a alianças locais, o que pode dificultar a projeção de força nacional.
Romeu Zema, do Novo, também enfrenta limitações, uma vez que seu partido possui candidatos próprios em apenas quatro estados e prioriza acordos regionais com outras siglas em diferentes unidades da federação. Já Renan Santos, do Missão, conta com uma estrutura partidária reduzida, tendo apenas um deputado federal, o que limita sua presença na mídia e nas campanhas de debates, que são essenciais para ampliar o reconhecimento nacional. A estratégia de sua campanha, segundo aliados, é justamente usar esses eventos para aumentar seu conhecimento entre os eleitores, embora, até o momento, os levantamentos não tenham refletido esse esforço de forma significativa.
A campanha eleitoral oficial começa em 16 de agosto, com a propaganda gratuita no rádio e na televisão iniciando em 26 de agosto. Até aqui, as pesquisas mostram que os candidatos da terceira via continuam distantes dos principais nomes na disputa, sem sinais de avanço capaz de romper a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, que lideram as intenções de voto de forma consolidada.







