O jornal norte-americano The New York Times destacou o grupo sul-coreano BTS como “o maior fenômeno musical desde Michael Jackson” em uma publicação recente, reforçando a importância do grupo na cena musical global. A matéria aborda, entre outros pontos, a decisão dos sete integrantes de não submeterem suas candidaturas ao Grammy de 2027, contextualizando a trajetória do grupo e os obstáculos enfrentados para manter sua relevância na indústria musical.
A análise do NYT enfatiza a relevância internacional do BTS e seu impacto cultural, questionando se o momento atual pode marcar uma mudança na relação entre artistas, empresários e instituições do setor. Segundo o artigo, o grupo é possivelmente o maior desde Michael Jackson, sendo considerado um dos poucos que detêm a liberdade e a influência necessárias para provocar uma transformação significativa na indústria musical. A publicação também levanta a hipótese de que o BTS poderia ser um catalisador para uma maior inclusão racial e cultural nas premiações e instituições do setor, que, historicamente, enfrentam críticas por racismo disfarçado de questões demográficas.
A decisão do BTS de não participar do Grammy de 2027 foi divulgada pouco mais de um mês após a Academia de Gravação anunciar mudanças na estrutura da premiação. Entre as novidades, estão a criação de cinco novas categorias, incluindo a de “Melhor Performance de Música Pop Asiática”, com o objetivo de separar a música pop asiática do restante das categorias de música popular. Essa mudança visa refletir a crescente influência da música asiática no cenário mundial, especialmente do K-pop, que conquistou uma base de fãs global e consolidou sua presença nas paradas internacionais.
O grupo sul-coreano justificou sua decisão por meio de uma nota oficial divulgada nas redes sociais, na qual afirma desejar que sua música seja avaliada por sua essência, sem divisões por regiões ou idiomas. “Decidimos não submeter nossa candidatura ao Grammy este ano. Esperamos que a música possa ser ouvida e amada por si só, em vez de ser dividida por regiões ou idiomas. Agradecemos sinceramente aos ARMYs e a todos que sempre estão conosco”, diz o comunicado, reforçando a postura de independência artística do grupo e sua insatisfação com o sistema de premiações atual.
A decisão do BTS, além de refletir uma postura de autonomia, levanta debates sobre o papel das premiações no reconhecimento global de artistas de diferentes regiões e culturas. O grupo, que desde sua estreia em 2013 conquistou uma legião de fãs e quebrou recordes de vendas e visualizações, é visto por muitos como um símbolo de uma nova era na música mundial, onde artistas de países não ocidentais buscam maior espaço e reconhecimento. A análise do NYT sugere que o fenômeno BTS pode estar abrindo caminho para uma mudança mais ampla na indústria, incentivando uma maior diversidade e inclusão nas principais premiações internacionais.






