O atacante Arroyo, que marcou um gol na partida entre Cruzeiro e Flamengo nesta quarta-feira (12 de agosto), no Mineirão, pela partida de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, também foi destaque por um episódio envolvendo sua substituição. Após ser substituído por Kaique Kenji aos aproximadamente 20 minutos do segundo tempo, o jogador equatoriano deixou o campo visivelmente insatisfeito, o que chamou a atenção da equipe técnica e dos torcedores. As imagens transmitidas pela televisão mostraram Arroyo saindo do campo com uma expressão de insatisfação, momento em que o técnico Artur Jorge se aproximou para conversar com ele no momento da substituição.
O técnico do Cruzeiro, ao perceber a reação do atleta, foi direto ao seu encontro para dialogar. Posteriormente, no banco de reservas, Arroyo recebeu conselhos de Matheus Henrique, que também havia sido substituído na partida. Apesar do incômodo aparente, Arroyo minimizou o episódio, afirmando que situações como essa são comuns em jogos de alta tensão. Em entrevista à GETV, o atacante declarou que, embora não quisesse sair, compreendia a decisão do treinador de fazer a substituição e ressaltou a importância de entender que há outros jogadores capazes de entrar em campo e desempenhar bem suas funções. “São coisas do futebol. Não queria sair, mas tenho que entender que tem companheiros que podem entrar e jogar bem também. São coisas do futebol entre a gente”, afirmou.
Ainda na zona mista do estádio, Arroyo comentou que pretende se desculpar com Artur Jorge pela sua reação. Segundo ele, trata-se de uma atitude normal entre jogadores e comissão técnica, especialmente em momentos de alta pressão. “É algo normal entre corpo técnico e jogador. Acho que agora é falar com ele e pedir desculpas e nada mais, seguir em frente. Acho que é normal, é do calor da partida”, declarou o atacante.
Por sua vez, o técnico Artur Jorge também abordou o episódio em sua coletiva de imprensa, sem tentar minimizar a situação. O treinador afirmou que não gostou da forma como Arroyo se manifestou ao deixar o campo, mas destacou que esse tipo de reação faz parte do contexto de um jogo de futebol. Ele reforçou a necessidade de respeito às decisões técnicas e ao processo de substituição, ressaltando que, independentemente de preferências pessoais, o entendimento deve prevalecer. “Não gostei da forma como ele se manifestou por não querer sair, mas isso faz parte do jogo, os jogadores não querem sair, mas há que ter respeito pelas decisões que são tomadas e, sobretudo, respeito pelos jogadores que vão entrar. Não é por mim que eu manifesto, é por aquele que entra em campo. E nós temos de perceber que não há ninguém mais importante na equipe”, afirmou.
Com o empate de 1 a 1 no Mineirão, a classificação às quartas de final da Libertadores ficou indefinida e será decidida na próxima semana, no duelo de volta no Maracanã, na quarta-feira (19 de agosto). Quem vencer garante a vaga na próxima fase; em caso de novo empate, a classificação será definida por disputa de pênaltis.









