A Prefeitura de Ribeirão das Neves, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, informou que aguarda a conclusão da perícia do Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer as circunstâncias da morte de uma menina de 7 anos ocorrida nesta quarta-feira, dia 12 de agosto, na Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves, situada no bairro Liberdade, na região do Veneza. A administração municipal evitou confirmar se o óbito foi causado por um episódio de engasgo, embora reconheça que o incidente aconteceu durante o período de alimentação da estudante.
Segundo William Silva de Paula, representante técnico médico do município, o incidente ocorreu enquanto a criança se alimentava na escola. No entanto, ele destacou que a causa exata da morte só será esclarecida após a análise pericial do IML, que realiza a avaliação conclusiva para casos dessa natureza. Questionado sobre a possibilidade de o episódio ter sido um engasgo, William afirmou que “há dúvidas” sobre o que exatamente ocorreu. Ele explicou que, embora a hipótese mais provável seja de um engasgo, não há como afirmar com certeza neste momento, devido à ausência de laudo pericial.
A criança estudava na escola municipal desde o início do ano letivo e tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), com nível 1 de suporte. Após o incidente, a equipe escolar iniciou os primeiros atendimentos, acionando uma médica de uma unidade básica de saúde próxima à escola e uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Sobre o procedimento durante o atendimento, William afirmou que não estava presente no momento, mas foi informado de que um profissional do Samu teria retirado um pedaço de alimento da boca da criança. Ele ressaltou que essa informação é especulativa, pois não participou diretamente do procedimento.
O representante técnico explicou ainda que os profissionais de saúde que atenderam a menina não possuem competência para determinar a causa pericial do episódio. “Só a avaliação médica do IML pode fornecer esse laudo”, afirmou, reforçando que médicos do Samu e da unidade básica de saúde estão habilitados a prestar atendimento, mas não a realizar análises periciais.
Minutos após as declarações, a secretária municipal de Educação, Dolores Kícila, informou que o cardápio previsto para a escola na quarta-feira era feijão tropeiro, detalhamento que visa esclarecer o contexto do ambiente escolar no dia do ocorrido. William Silva de Paula também comentou que, caso o episódio tenha sido um engasgo, uma obstrução das vias aéreas poderia ter causado uma parada cardiorrespiratória, embora essa hipótese dependa da confirmação oficial da causa do incidente.
A reportagem entrou em contato com o IML para obter o laudo pericial e aguarda retorno. Assim que a perícia for concluída, a Prefeitura de Ribeirão das Neves pretende atualizar as informações sobre o caso, que permanece sob investigação.









