Na tarde desta quarta-feira (12), teve início no Fórum de Contagem, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a primeira audiência de instrução do processo que investiga o assassinato dos irmãos Graziano Diniz Vicente, de 42 anos, e Giovane Diniz Vicente, de 36 anos. A sessão foi marcada por manifestações distintas de familiares das vítimas e dos réus, que se reuniram em frente ao prédio da Justiça, evidenciando o clima de tensão e forte emocionalidade que permeou o evento.
Antes do início da audiência, parentes de Graziano e Giovane se concentraram na porta do fórum, carregando cartazes com palavras de ordem pedindo justiça pelos irmãos mortos. Em contrapartida, familiares dos acusados também promoveram um protesto, alegando que Dimialy Felipe Freitas Duarte e Iago Henrique Freitas Duarte, ambos presos preventivamente, não teriam participação no crime e solicitando uma investigação mais ampla e aprofundada do caso. A presença dos manifestantes foi acompanhada de perto pela Polícia Militar, que atuou para evitar possíveis confrontos entre os grupos.
Os réus respondem pelo homicídio ocorrido em 10 de abril, no bairro Industrial, em Contagem. Ambos foram presos preventivamente após a polícia localizar os suspeitos no Norte de Minas Gerais. Dimialy e Iago são acusados de terem participado na execução dos irmãos, que foram baleados durante uma discussão relacionada a uma desavença comercial envolvendo a venda de um carro Honda Fit. Segundo as investigações, o conflito teria sido motivado por uma negociação de veículo entre Giovane e Dimialy, que teria gerado um desentendimento entre as partes.
Durante o crime, Graziano foi atingido por disparos e morreu ainda no local. Giovane, que também foi baleado, foi socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu dias depois. Após o homicídio, a Polícia Civil intensificou as buscas pelos suspeitos, realizando operações que resultaram na prisão de Dimialy inicialmente no Norte de Minas, seguida pela detenção de Iago em uma operação subsequente.
A audiência de quarta-feira representa a primeira fase do procedimento de instrução criminal, na qual devem ser ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além dos próprios réus. Após essa etapa, caberá ao juiz decidir se os acusados serão pronunciados e levados a júri popular, processo que determinará a eventual condenação ou absolvição dos envolvidos.
A defesa de Dimialy e Iago nega participação no homicídio, sustentando que ambos não participaram dos disparos e alegando que há uma investigação incompleta. Por outro lado, o Ministério Público sustenta a tese de homicídio qualificado, reforçando a acusação contra os réus e buscando a responsabilização deles pelo duplo homicídio. O caso segue em tramitação, com a expectativa de que novas etapas processuais esclareçam os detalhes do crime e a eventual responsabilização dos envolvidos.








