O atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), criticou de forma contundente as promessas feitas pelo senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) durante uma sabatina realizada na manhã desta quinta-feira (13), na Faculdade Milton Campos, em Nova Lima. Durante o evento, Simões abordou a preocupação com a delicada situação financeira do estado e do país, e aproveitou para fazer uma avaliação das propostas apresentadas por um dos candidatos ao governo de Minas, sem citar nomes, mas referindo-se claramente às ideias defendidas por Cleitinho.
Na ocasião, Simões demonstrou ceticismo em relação às promessas de redução de despesas e melhorias nos serviços públicos feitas pelo candidato. Ele destacou que, embora os planos sejam considerados ambiciosos, há uma ausência de esclarecimentos sobre as fontes de recursos para viabilizá-los. Entre as propostas mencionadas, o senador afirmou que pretende reduzir em 1% o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), eliminar todos os pedágios no estado, acabar com a cobrança da taxa de esgoto e ainda dar reajuste real aos servidores públicos estaduais.
O governador de Minas Gerais questionou a viabilidade dessas promessas, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade financeira. Simões afirmou que os contratos de pedágio, por exemplo, possuem duração de 20 anos, o que tornaria inviável sua extinção sem prejuízo para o equilíbrio contratual. Além disso, destacou que a cobrança da taxa de esgoto é de responsabilidade municipal, não estadual, o que reforça a complexidade de implementar mudanças dessa natureza de forma rápida ou simplificada. Quanto ao reajuste salarial dos servidores, Simões brincou, de forma irônica, que a única forma de financiar tal benefício sem fontes claras seria “imprimir dinheiro em casa ou roubar o Banco Central”, evidenciando a falta de planejamento financeiro nas propostas do adversário político.
Mateus Simões assumiu o cargo de governador de Minas Gerais em março de 2023, após a renúncia de Romeu Zema, que decidiu disputar as eleições presidenciais daquele ano. Com uma trajetória política de aproximadamente dez anos, Simões já passou pela Câmara Municipal de Belo Horizonte, atuou na Secretaria-Geral do Estado e foi vice-governador na gestão de Zema antes de assumir o comando do Executivo estadual. Sua formação acadêmica inclui graduação em Direito e mestrado em Direito Empresarial pela Faculdade Milton Campos, instituição onde ocorreu a sabatina.
Nascido em Gurupi, no Tocantins, Simões passou sua infância em Araxá, no Triângulo Mineiro, e mudou-se para Belo Horizonte aos 14 anos de idade. Sua trajetória política e formação acadêmica têm sido elementos centrais na sua atuação como líder estadual, especialmente em um momento de grande expectativa em torno das próximas eleições e das propostas apresentadas pelos candidatos ao governo de Minas Gerais.








