A Justiça de Minas Gerais condenou Valdeci Pereira Maciel, ex-diretor adjunto do Presídio de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a mais de 60 anos de prisão por crimes de importunação sexual, assédio sexual, perseguição e violência psicológica contra sete policiais penais. O caso ocorreu em 2023.
A investigação teve início após as próprias servidoras procurarem a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Ibirité para denunciar o superior. Segundo a Polícia Civil, Valdeci se valia do cargo de chefia para constranger as subordinadas com abraços impróprios, beijos forçados, perseguições e ofensas que desmereciam a condição das vítimas como mulheres, provocando graves danos emocionais.
Em nota, a defesa de Valdeci informou que ele exercerá o direito de permanecer em silêncio e que a decisão não representa concordância com os fatos nem renúncia a qualquer direito ou tese defensiva. A defesa afirmou que analisará a sentença e adotará as medidas jurídicas cabíveis, resguardando o direito de recorrer no momento processual oportuno.
Com o avanço das investigações, o Ministério Público de Minas Gerais ofereceu denúncia contra a cúpula da unidade prisional. Além de Valdeci, o então diretor-geral do presídio, Pedro Ferrare Ferreira, foi indiciado e denunciado por omissão – sob a acusação de que sabia dos abusos praticados pelo subordinado e não tomou providências. Em nota, o Tribunal de Justiça informou que Pedro Ferrare foi absolvido por falta de provas suficientes para sua condenação.










