O pai de Willian Keslley Pereira Queiroz, de 28 anos, vítima de um homicídio ocorrido na manhã de quinta-feira (13), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, descreveu o filho como um rapaz dedicado, trabalhador e sem conflitos conhecidos. Willian foi baleado ao sair de um frigorífico localizado no bairro Perobas, após ser abordado por dois homens armados que efetuaram os disparos e fugiram do local.
Leonardo Costa Queiroz, pai do jovem, afirmou que seu filho nunca deu problemas à família e era considerado uma pessoa tranquila e responsável. Segundo ele, Willian tinha planos de deixar o emprego na empresa, pois desejava se afastar do ambiente de trabalho considerado contaminado. O jovem, que estava sempre empenhado, havia adquirido um carrinho para passear com seu filho, de seis anos, e tinha a intenção de sair da empresa, mas não teve oportunidade de concretizar esse desejo.
“Ele era um menino bom demais, nunca me deu trabalho na vida. Me deu um neto, estava sempre trabalhando”, relatou Leonardo, lamentando a perda precoce do filho. O pai revelou ainda que tentou de todas as formas ajudar o jovem a sair do frigorífico, mas a preocupação com a responsabilidade de sustentar a família dificultou essa decisão. “Fiz de tudo para tirar ele de lá, não consegui por causa da preocupação, né? A pessoa que tem responsabilidade com a família, de levar o bem para casa”, afirmou.
Sobre o ocorrido, Leonardo contou que, até o momento, a empresa onde Willian trabalhava não entrou em contato com a família. Segundo ele, essa ausência de suporte e informações deixou os familiares desamparados. “Ficamos desamparados, sem respostas sobre o que tinha acontecido. Simplesmente abandonaram a gente”, criticou.
O pai também comentou que não tinha conhecimento de desavenças entre o filho e colegas de trabalho, mas acredita que o motivo do crime possa estar relacionado a alguma disputa ocorrida no frigorífico. “O alvo era ele direto, não tem condição. O motivo, eu não sei. Eu queria saber, mas foi para ele”, declarou Leonardo.
Ele também suspeita que a motivação do crime possa estar relacionada a uma briga ou desentendimento ocorrido na mesma dia do homicídio. “Acho que foi [um problema] lá dentro, no mesmo dia, alguma briga lá dentro, um desentendimento”, afirmou.
Willian deixou esposa e um filho de seis anos de idade. O sepultamento ocorreu neste sábado (15), no Cemitério da Consolação, localizado no bairro Jaqueline, na região Norte de Belo Horizonte. A tragédia evidencia a violência que assola a região metropolitana, além de levantar questões sobre a assistência às vítimas e a ausência de respostas por parte das empresas envolvidas.









