Um episódio de furto ocorrido na noite do sábado, 15 de outubro, no Museu Regional Interdisciplinar de Messina (MuMe), na Sicília, chamou a atenção pelo grau de sofisticação e rapidez dos criminosos, que conseguiram levar obras de grande valor artístico e histórico. O roubo aconteceu em um feriado nacional na Itália, e as informações indicam que os ladrões burlaram os sistemas de segurança avançados do museu para realizar a ação, que durou aproximadamente três minutos, segundo relatos da imprensa italiana.
A ação criminosa teve como alvo principal o patrimônio do renomado pintor renascentista Antonello da Messina (1430-1479), considerado um dos maiores nomes da arte do Renascimento na Itália e cuja obra tem grande valor cultural e artístico. Os criminosos conseguiram retirar três dos cinco painéis que compõem o famoso “Políptico de São Gregório”, além do painel de dupla face intitulado “Pietá”. Este último foi retirado de dentro de uma vitrine reforçada, o que demonstra o nível de planejamento e a audácia dos assaltantes.
De acordo com informações oficiais, todo o procedimento de roubo foi realizado de forma rápida e precisa, levando apenas cerca de três minutos para que as obras fossem subtraídas do local. Ainda não há detalhes sobre o paradeiro das peças, mas a polícia italiana já iniciou uma investigação minuciosa para identificar os responsáveis e recuperar as obras roubadas.
O ministro da Cultura da Itália chegou a comentar o episódio, comparando a ação a uma cena de filme devido à sua complexidade e rapidez. Ele também sugeriu que a recente aquisição de uma obra de Antonello da Messina pelo Estado italiano, por aproximadamente 15 milhões de dólares no começo deste ano, pode ter sido um fator que motivou o crime, colocando o museu na mira de criminosos especializados em roubo de arte.
Pouco tempo após o furto, equipes de polícia e peritos chegaram ao museu para iniciar o trabalho de investigação técnica. As ações visam reconstituir os detalhes da invasão, reunir provas e rastrear possíveis pistas para a recuperação das obras. O Ministério Público italiano também abriu um inquérito formal para acompanhar o caso, considerando a hipótese de que as obras possam estar sendo vendidas no mercado ilegal de arte, uma prática comum em casos de roubos dessa natureza.
A diretora do MuMe, Marisa Mercurio, manifestou sua tristeza e indignação com o ocorrido, destacando a importância das peças roubadas. Ela afirmou que as obras de Antonello da Messina são duas das mais relevantes e renomadas do acervo do museu, e que sua perda representa um impacto significativo não só para a instituição, mas também para a cidade, a comunidade local e o mundo da arte como um todo.
Este incidente ocorre poucos dias após a recuperação, por parte da polícia italiana, de três pinturas roubadas de um museu próximo a Parma, no norte do país. As obras de artistas franceses como Paul Cézanne, Pierre-Auguste Renoir e Henri Matisse foram recuperadas na última sexta-feira, 14 de outubro, após um período de desaparecimento que teve início em março deste ano. A rápida resolução desse caso reforça a preocupação das autoridades italianas com a segurança do patrimônio cultural e a atuação de criminosos especializados em crimes contra o patrimônio artístico.







